Adesão à greve dos enfermeiros ronda os 80% no Litoral Alentejano – sindicato

A adesão à greve dos enfermeiros, no Litoral Alentejano,“ronda os 80 por cento” no turno da manhã, indicou hoje à Miróbriga, Luís Matos, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

No Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, temos uma adesão de 79%, cerca de 13 enfermeiros não estão em greve, no Centro de Saúde de Santiago do Cacém, a adesão é de 87,5% e no Centro de Saúde de Grândola situa-se nos 85,7%”, adiantou o dirigente do SEP, com base nos dados apurados até ao momento.

De acordo com Luís Matos, a paralisação, que teve início às 8:00 da manhã, “é mais expressiva ao nível dos blocos operatórios” e apesar das “cirurgias programadas terem sido todas canceladas [os blocos] ficam a trabalhar só em contexto de urgência”, explicou.

Na área dos cuidados de saúde primários há centros de saúde que se encontram com a capacidade bastante diminuída sendo assegurados aqueles serviços que são considerados prioritários, neste caso penso que estão a ser asseguradas as salas de tratamento”, acrescentou.

O dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses alertou para a “carência estrutural de pessoal” na ordem dos 100 enfermeiros na região que, garante, “é sentida de forma muito expressiva” na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA).

Segundo Luís Matos, a falta de pessoal conduziu a uma tomada de posição por parte dos enfermeiros do serviço de urgência do HLA que, numa carta dirigida ao conselho de administração da ULSLA, decidiram “demitir-se da responsabilidade dos danos que possam ser causados pela falta de pessoal”.

Os enfermeiros remetem as responsabilidades para a tutela e para o conselho de administração da ULSLA ou seja para quem não coloca os profissionais suficientes visto que estamos com uma carência de 21 enfermeiros só para o serviço de urgência que será agravada com a abertura da nova urgência”, frisou.

O também enfermeiro na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano adiantou que a tomada de posição dos enfermeiros, com “efeitos imediatos”, foi enviada esta semana para as entidades responsáveis.

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