Administração Regional de Saúde garante que Convalescença não vai ser encerrada no HLA

A Unidade de Convalescença do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, Setúbal, não vai ser encerrada, assegurou a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, embora reconhecendo a redução “transitória” de camas.

“Não houve qualquer encerramento da Unidade de Cuidados Paliativos como não houve nenhum encerramento da Unidade de Convalescença”, disse hoje à agência Lusa o presidente da ARS do Alentejo, José Robalo, que confirmou, no entanto, uma “deslocalização da Unidade de Paliativos” dentro do hospital para “rentabilizar os recursos humanos”.

Utentes e enfermeiros protestaram na terça-feira em frente ao HLA contra o encerramento destes serviços, depois de, no início deste mês, a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) ter solicitado uma reunião ao ministro da Saúde sobre o mesmo assunto, e para a qual ainda aguarda resposta.

No entanto, de acordo com declarações do presidente da ARS do Alentejo, das 25 camas da Unidade de Convalescença do HLA, integrado na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), as vagas disponíveis estão a ser reduzidas para 12 até que sejam reforçados os recursos humanos necessários e que estão em falta.

“Reduzimos o número de camas para garantir a qualidade da prestação de cuidados e assim que a ULSLA nos disser que podemos avançar com mais internamentos nós avançaremos”, assegurou o mesmo responsável.

Segundo José Robalo, que reuniu na quarta-feira com o conselho de administração da ULSLA, presidente da CIMAL, Vitor Proença, e com o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, esta medida “transitória” foi tomada porque faltam recursos humanos para garantir a prestação de cuidados.

“Não queremos pôr em causa a prestação de cuidados”, disse o presidente da ARS Alentejo, defendendo que “não vale a pena” estar a “criar grande pressão junto dos profissionais enquanto não houver o número de profissionais adequado às necessidades de funcionamento da unidade”.

Para isso, afirmou, a contratação de pessoal “tem que ser, neste momento, uma contratação de prestação de serviços”, sendo que “a ULSLA está a adquirir esse recurso para que se possa garantir a continuidade total do funcionamento da unidade”.

“Assim que for adquirido o número de profissionais será tudo restabelecido e isso é no próprio dia, assim que o presidente do conselho de administração da ULSLA me disser que podemos avançar e voltar novamente às 25 camas, rapidamente resolvemos esse assunto”, disse, reafirmando que se trata de “uma situação transitória”.

Para libertar as vagas, “começaram já a ser reduzidos os internamentos, alguns utentes terão tido alta médica e outros podem ser remetidos para outras unidades de convalescença no Alentejo”, segundo indicou José Robalo, que disse estarem atualmente internados no serviço 14 utentes.

Fonte: Lusa

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