Alcácer do Sal: Encontro da Orizicultura Portuguesa

Reunião - Arroz - Auditório - 23-04-2014 079O Agrupamento de Produtores de Arroz do Vale do Sado (APPAROZ) está a desenvolver o processo para a certificação do arroz de Alcácer do Sal.

Catarina Silva

O processo, que está a ser desenvolvido com o apoio da autarquia, aguarda pela avaliação do Ministério da Agricultura, mas segundo João Reis Mendes, Presidente da APPAROZ,“no decorrer deste ano será conhecida a primeira decisão interna”.

O processo que é “moroso” terá depois de ser encaminhado para Bruxelas, mas quer a autarquia, quer a Associação esperam que “o arroz carolino de Alcácer do Sal venha a ter a sua certificação que irá dar notoriedade ao produto”.

Em Alcácer do Sal existe a maior área de cultivo de arroz do país, com seis mil hectares e o número de produtores que ronda as três centenas. O desenvolvimento deste setor, a par da fileira do pinhão, do azeite, vinhos e do turismo, são segundo o Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Vitor Proença, as “áreas essenciais de aposta do Município”.

O Encontro da Orizicultura Portuguesa decorreu no Auditório Municipal de Alcácer do Sal com a presença de produtores, empresas e vários agentes ligados à atividade. As aves e o cultivo do arroz no Estuário do Sado com a apresentação de um estudo feito pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas sobre o impacto da avifauna na cultura do arroz foi um dos temas de debate desta manhã.

Foram apresentadas algumas conclusões do estudo que pretende minimizar as consequências de espécies como a cegonha, flamingos, pardais e outras espécies de aves nos campos de arrozais, assim como técnicas de espantamento. Um tema que preocupa os produtores de arroz da região de Alcácer do Sal que partilharam experiencias com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Outra preocupação dos produtores de arroz portugueses incide na entrada no país sem controle de arroz agulha proveniente de países asiáticos.

Defendemos uma fiscalização do arroz a granel que vem através dos portos nacionais e muitas vezes com poucas condições de higiene”, referiu João Reis Mendes adiantando no entanto que existe da parte das autoridades o compromisso de fiscalização.