Alcácer do Sal: Projeto vai permitir estudar a arqueologia subaquática do rio Sado

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Uma área de cerca de 5 quilómetros, entre Alcácer do Sal e a antiga feitoria fenícia Abul, no rio Sado vai ser objeto de estudo por parte de uma equipa da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

O projeto, cujo protocolo foi assinado esta quarta-feira, envolve a Câmara de Alcácer do Sal e a universidade num estudo inédito do rio Sado, com vista à procura de eventuais achados arqueológicos, explica Alexandre Monteiro, coordenador da equipa.

O projeto, que recorre a técnicas de arqueologia subaquática, utiliza um sistema de informação geográfico que vai permitir criar uma base de dados sobre a história deste rio, adianta o arqueólogo.

Numa segunda fase, a equipa fará uma radiografia do rio Sado para tentar descobrir potenciais naufrágios.

Para o presidente da Câmara de Alcácer do Sal a área da arqueologia subaquática está ainda por explorar naquela região tendo em conta a história do rio Sado. Com este protocolo, o autarca assume que o município pretende desenvolver uma estratégia que passa pelo estudo, valorização e divulgação do património de Alcácer do Sal.

Vítor Proença, que defende uma alternativa ao turismo ‘sol e mar’, espera que este projeto venha a permitir revelar aspetos relacionados com o mundo subaquático que nunca foram desenvolvidos em Alcácer do Sal e que, dentro de dois anos, os achados encontrados no fundo do rio Sado possam ser alvo de estudo e divulgação.

No âmbito deste projeto será constituído, em Alcácer do Sal, um centro de arqueologia subaquática e fluvial que vai receber alunos de mestrado e licenciatura em arqueologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas no decorrer das várias campanhas.

 

 

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