Alcácer do Sal: Sete entidades combatem praga que afeta produção do pinhão

Mata Valverde - 30-11-2014 (1)

Sete entidades vão avaliar, a nível nacional, os danos provocados por uma praga que afeta a produção de pinhão e propor medidas que mitiguem e combatam esses efeitos, foi hoje anunciado.

O projeto envolve a constituição de um grupo de trabalho, cuja criação está contemplada num protocolo de colaboração assinado entre o município alentejano de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, e seis entidades.

Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, a União da Floresta Mediterrânica e a empresa Cecílio, SA são os outros subscritores do acordo.

A Câmara de Alcácer do Sal, concelho do país líder na produção de pinhão, revelou hoje que a parceria serve para procurar minimizar os efeitos do inseto ‘Leptogossus occidentalis’, que tem infestado pinheiro manso em todo o mundo e que, desde há uns anos, se encontra também em Portugal.

O pinheiro manso ocupa, em Portugal, uma área total de cerca de 176 mil hectares e corresponde à espécie florestal com “maior incremento na área arborizada (54%) relativamente ao inventário florestal nacional de 2005”, explicou a autarquia.

A produção de pinhão, continuou, “ocupa um lugar importante na economia das regiões onde se desenvolve, não só pelo rendimento que traz aos proprietários florestais e à indústria de descasque do pinhão, mas também por permitir continuidade de emprego aos trabalhadores rurais”.

Uma das preocupações da fileira, realçou a câmara, é “a necessidade de investigação na fitossanidade e nos agentes bióticos associados à perda de produtividade e rendimento da pinha/pinhão”.

Esta perda de rendimento no pinhão, “observada nos últimos anos pelos produtores e industriais”, lembrou o município, pode dever-se, entre outros fatores, “à presença de agentes bióticos nocivos e aos prejuízos provocados pelo inseto sugador das pinhas”.

O grupo de trabalho vai proceder à avaliação, em termos nacionais, da perda de produção e de rendimento do pinhão e à identificação dos principais agentes causadores.

A apresentação de uma proposta com “medidas de supressão da realidade atual” é outro dos objetivos desta equipa.

O acordo defende, igualmente, a necessidade de “implementar no terreno uma estratégia para a monitorização e o controlo urgente das populações” do inseto causador da praga, “que mitigue os efeitos negativos da sua presença”.

O Alentejo produz 67% das pinhas nacionais e 15% das pinhas mundiais, segundo dados de 2013 da União da Floresta Mediterrânica (UNAC).

A capacidade produtiva da pinha é estimada num valor económico que se situa entre os 50 e 70 milhões de euros por ano.

Fonte:Lusa

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