Alentejo: Alqueva está longe de ser “o elefante branco” que muitos anteciparam

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O presidente da EDIA, José Pedro Salema, classificou ontem o Alqueva como um projeto de sucesso, que está muito longe de ser “o elefante branco” que muitos antecipavam.

“O Alqueva está muito longe de ser aquilo que alguns afirmavam, que seria um elefante branco. A taxa de adesão é muito elevada, o Alqueva já é um projeto de sucesso e tem excelentes perspetivas de ainda vir a melhorar a sua contribuição para a economia do país e da região”, disse José Pedro Salema.

O presidente da EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva falava durante o sobrevoo que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, fez à zona do Alqueva, a bordo de o C-295 da Força Aérea.

Durante o voo, José Pedro Salema foi explicando à comitiva que acompanhou o chefe de Estado na viagem pormenores do projeto do Alqueva, falando, entre outras matérias, das zonas cultivadas, metade das quais é atualmente ocupada por olival.

“O Alqueva já é responsável por se ter invertido a situação de Portugal em termos de autoprodução de azeite. O Alqueva é responsável por o país ter passado a ser excedentário, produzimos mais azeite do que consumimos”, adiantou.

Com uma rede global de dois mil quilómetros de distribuição de água, dos quais apenas 100 quilómetros correspondem a canais, o Alqueva tem também mais de 25 barragens.

Outro dos pontos que o Presidente da República pode observar foi a barragem do Alqueva, o maior reservatório de água doce da Europa, que na sua capacidade plena pode armazenar um volume de 4 mil e 150 milhões de metros cúbicos de água.

“É o volume semelhante à água doce que Portugal consome – na agricultura, indústria e a população – em um ano”, frisou o presidente da EDIA.

Com uma linha de costa de 1.200 quilómetros e, portanto, superior à costa portuguesa, a extensão navegável da barragem do Alqueva é de mais de 100 quilómetros e, por isso, a zona é também muito utilizada para passeios turísticos de barco.

“Da povoação do Amieiro até Juromenha, o ponto mais a norte navegável, são 104 quilómetros de barco”, disse, adiantando igualmente que o Alqueva, na sua cota máxima, tem 426 ilhas.

Quanto à valia elétrica do projeto do Alqueva, acrescentou ainda o presidente da EDIA, em 2006 foi avaliada em cerca de 30 milhões de euros por ano.

 

 

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