Alentejo: CIMBAL repudia encerramento de 16 escolas

EscolaPrimariaA Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) repudiou o previsto fecho de 16 escolas básicas no próximo ano letivo na região, considerando que irá contribuir para “um maior esvaziamento populacional e consequente empobrecimento” do território.

 

Numa tomada de posição do conselho intermunicipal, enviada à agência Lusa, a CIMBAL explica que em causa está a proposta do Governo sobre o reordenamento da rede escolar do Ensino Básico, a qual prevê e fecho definitivo de escolas do 1.º ciclo com menos de 21 alunos no próximo ano letivo.

No caso do Baixo Alentejo, a proposta implica o fecho de mais 16 escolas, o que o conselho intermunicipal da CIMBAL não aceita, considerando que “contribuirá decisivamente para um maior esvaziamento populacional e consequente empobrecimento” da região.

O Baixo Alentejo é uma região “fortemente afetada pelo despovoamento”, uma “consequência de ausência de políticas que favoreçam a fixação de pessoas”, frisa a CIMBAL, alertando que “as medidas que têm sido seguidas, neste caso, de reorganização escolar, ainda conduziram a um maior abandono dos territórios de baixa densidade, aumentando as assimetrias regionais”.

Por outro lado, refere a CIMBAL, “o enorme esforço efetuado pelos municípios no parque escolar e noutros meios que garantam a qualidade e o sucesso do ensino não pode ser preterido, em prol de medidas que põem em causa a fixação de pessoas e a criação de emprego”.

No Baixo Alentejo, a concretizar-se a proposta do Governo, irão fechar no próximo ano letivo as escolas de Messejana e Rio de Moinhos (Aljustrel), Santa Clara-a-Nova e Telhada (Almodôvar), Casével e Entradas (Castro Verde), Vila Alva e Vila Ruiva (Cuba), Odivelas, Peroguarda e Santa Margarida do Sado (Ferreira do Alentejo), Garvão e Santana da Serra (Ourique), A-do-Pinto e Vales Mortos (Serpa) e Selmes (Vidigueira).