Associação de Regantes tem um plano para utilização da água na campanha agrícola

 

O diretor-adjunto da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado, Ilídio Martins diz que desde o início da campanha de rega que os agricultores estão sujeitos a restrições à utilização da água nos terrenos agrícolas como forma de prevenir os efeitos da seca.

De acordo com o responsável, o plano de utilização da água obedece a “um racionamento muito rigoroso”.

“Neste momento há uma grande preocupação porque a água é pouca e toda a que existe vai ser utilizada mas, desde o início da campanha que as recomendações de boa utilziação da água e de racionamento foram aplicados e estamos a seguir um plano de utilização da água muito rigoroso que faz com que os agricultores façam uma grande reutilização e tenham preocupação de poupança de água”, sublinhou Ilídio Martins.

“De qualquer forma a preocupação não deve passar pelo alarmismo porque nesta altura temos um controle absoluto da situação”, acrescentou.

 

A falta de água nas barragens do Alentejo lançou, nas últimas semanas, vários alertas no consumo doméstico e na agricultura e, recentemente, o Governo reconheceu a existência de uma situação de seca severa no território continental, com repercussões negativas na atividade agrícola.

No perímetro de rega de Campilhas e Alto Sado a produção prevista está garantida apesar da redução de água nas barragens.

“A água é pouca mas será suficiente para garantir que as culturas não se percam com algum sacrifício e grande acompanhamento estamos a conseguir garantir aquilo que estava definido no início da campanha”, garantiu o responsável.

 

No entanto, se não houver reposição de água nas albufeiras o responsável prevê a paragem total da campanha agrícola no próximo ano.

“Não há qualquer reserva para o próximo ano porque a água para a agricultura vai ficar praticamente a zero. Se não houver reposição nas albufeiras será a paragem total”, alertou.

 

Até ao próximo mês de setembro, fim da campanha, a associação de regantes prevê racionar da melhor forma a água existente nas barragens.

“Contamos com a ajuda do tempo e se vierem temperaturas acima do normal entramos num nível de preocupação mais elevado”, concluiu.

A associação gere as barragens de Campilhas e Fonte Serne (Santiago do Cacém), e Monte da Rocha (Ourique).

De acordo com dados do Governo, no final de junho, apenas três (Lima, Ave e Arade) das 12 bacias hidrográficas existentes estavam acima do nível médio de armazenamento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *