Autarca de Santiago do Cacém contra transformação de postos da GNR em pontos de atendimento

O Presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, quer reunir com urgência com o Ministro da Administração Interna para sensibilizar Eduardo Cabrita a recuar na decisão de transformar os Postos da GNR de Alvalade e Ermidas-Sado em pontos de atendimento.

A medida, de acordo com a autarquia, tem efeitos a partir desta quinta-feira, 20 de dezembro.

A decisão de criar pontos de atendimento, a funcionar apenas em dias úteis, entre as 9:00 e as 17:00, foi transmitida esta semana ao autarca pelo comandante distrital de Guarda Nacional Republicana. 

“Tratam-se de postos que funcionam atualmente 24 horas/dia que passam a  horário reduzido, quando a decisão que se devia ter tomado era o reforço do efetivo para permitir o funcionamento alargado e o patrulhamento”, defendeu o autarca.

Para a Câmara Municipal a implementação desta medida vai afetar o serviço público de resposta à segurança da população da zona abrangida, não só de Alvalade e de Ermidas-Sado, mas também de S. Domingos, Vale de Água ou de Abela.

“É seguramente o primeiro passo para um futuro encerramento definitivo dos referidos postos da GNR”, considera a autarquia em comunicado.

Esta decisão abrange uma área territorial de mais de 600 km2, com uma população abrangida de cinco a seis mil habitantes e, destaca o autarca “onde passam vias rodoviária e ferroviária estruturantes, o IC1 e a linha ferroviária do sul”.

Numa zona “onde se verificam muitos acidentes”, o autarca entende que “não faz sentido que cada vez que haja um problema tenha de vir uma patrulha de Santiago do Cacém, porque estamos a falar de uma distância de 26 km, no caso de Ermidas-Sado, e de 32 km, no caso de Alvalade”.

Álvaro Beijinha recusa-se a “aceitar esta decisão” quando está em causa a segurança de pessoas e bens, e admite que “caso esta decisão não
seja revertida serão “tomadas outras medidas”.

Recorde-se que, Álvaro Beijinha, acompanhado dos Presidentes de Junta de
Freguesia de Alvalade e de Ermidas-Sado, tinha já reunido, em 2014, com o então Secretário de Estado, para sensibilizá-lo a não tomar esta decisão.

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