Bancada PS na Assembleia Municipal defende continuidade da Mostra Internacional de Teatro de Santo André

A bancada socialista na Assembleia Municipal de Santiago do Cacém apresentou uma moção, no passado dia 22 de junho, onde manifesta preocupação pelo anunciado fim da Mostra Internacional de Teatro de Santo André.

Organizado pela AJAGATO, um dos eventos culturais de maior envergadura da região não chegou a realizar-se este ano devido, segundo os responsáveis, à falta de apoio financeiro e à opção da autarquia de não avançar para a construção de um Centro Cultural em Vila Nova de Santo André.

O assunto foi levado pelo Partido Socialista à última reunião da Assembleia na tentativa de se encontrar uma solução que impeça o fim da Mostra de Teatro, adianta à Miróbriga, o deputado municipal do PS, Luís do Ó.

“[Na última edição] a mostra teve mais de cinco mil espetadores, 48 sessões de teatro, exposições, workshops, percorreu 14 localidades distintas e envolveu quinze companhias profissionais de teatro, três delas internacionais, os custos não chegaram a atingir os 70 mil euros e nós acreditamos que não se pode terminar uma iniciativa que já vai na 18ª edição sem que toda a comunidade procure encontrar uma solução”, explicou.

O deputado lembra que além do número significativo de espetadores e de espetáculos que a Mostra proporcionou ao longo de 18 anos, o fim do evento remete para a falta de um novo espaço cultural em Vila Nova de Santo André.

Luís do Ó acrescenta que o Partido Socialista não se revê na decisão da atual maioria comunista de não avançar com a construção de um espaço do género e defende que o crescimento da Mostra justifica que se avance com a construção de uma nova infraestrutura.

“Não nos revemos nessa decisão, consideramos que o próprio crescimento da Mostra justificaria iniciar um investimento em relação à construção de um centro cultural ou de um centro de artes, independentemente do nome o que seria importante era aglutinar toda uma dinâmica cultural que ultrapassa em muito aquilo que é possível realizar no auditório da ESPAM e esperamos que existam condições ou para se avançar para a construção de um espaço cultural ou outra solução qualquer que permita que a mostra acabe por subsistir e permanecer”, sublinhou.

O deputado defende o caminho do diálogo construtivo no sentido de evitar o fim desta iniciativa cultural e admite um reforço do apoio da autarquia.

“Efetivamente são sempre necessários diversos apoios, porque o apoio nunca pode vir única e exclusivamente de uma entidade, mas podia passar por um reforço do apoio da autarquia de forma a se conseguir obter um pacote financeiro que permitisse a realização da mostra, mas o que seria realmente essencial era não deixar terminar esta iniciativa”, advertiu.

A moção foi rejeitada com os votos contra dos eleitos da CDU, a abstenção dos eleitos da Coligação Santiago do Cacém Mais e do eleito do Bloco de Esquerda, com os votos favoráveis dos eleitos do Partido Socialista.

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