Caixa Geral de Depósitos vende fábrica da Artlant

A Caixa Geral de Depósitos desfez-se da Artlant, a fábrica de Sines onde perdeu mais de 500 milhões de euros, adianta esta quinta-feira, o Jornal de Negócios.

De acordo com aquele jornal, “no âmbito da insolvência, os ativos daquela infra-estrutura foram vendidos, por um preço não revelado, a um grupo tailandês”.

“A Indorama Ventures, um produtor químico global, vai adquirir os activos da Artlant, incluindo todo o equipamento, direito de superfície e contratos de trabalho”, assinala o grupo em comunicado que, segundo o JN, compra também os ativos do fornecedor energético Artelia Ambiente.

Para já, de acordo com a mesma fonte, não se sabe qual o valor do negócio que permite à Caixa Geral de Depósitos “fechar um capítulo que gerou grandes perdas” uma vez que, recorde-se, em 2015, uma auditoria revelava que “a Artlant era a maior devedora do banco público” .

“No âmbito do processo especial de revitalização (PER) solicitado em 2014 e que acabou por não se concretizar a instituição financeira detinha uma dívida reclamada e reconhecida de 520 milhões de euros, 75% de toda a dívida daquela empresa. O crédito da CGD era garantido: penhor de todas as acções da Artlant, equipamento, saldos de contas e hipoteca da superfície. Foi por isto que o banco acabou por assumir a responsabilidade de resolução do dossier.  Contudo, todo o valor investido já foi reconhecido como perdido por Paulo Macedo, quando disse em Julho que a exposição à Artlant era “zero””, acrescenta o Jornal de Negócios.

“A Caixa congratula-se com o anúncio da aquisição dos activos da Artlant, empresa química relevante na zona de Sines, por um líder mundial da indústria petroquímica”, indica uma nota enviada pela instituição financeira. “A Caixa nunca deixou de apoiar, durante os últimos anos em que a empresa passou por graves dificuldades, a continuação desta fábrica, bem como a manutenção de mais de uma centena de postos de trabalho directos”, acrescenta o banco presidido por Paulo Macedo.

O grupo tailandês acredita ter nas suas mãos a segunda maior infra-estrutura de produção de PTA ainda este ano. A Indorama assegura a infra-estrutura, ficando com a Artelia, a entidade que lhe fornecerá energia. Além disso, alarga a presença europeia, onde se encontrando em Espanha e Holanda na produção de PTA, utilizada para fabricar polietileno terefltalato (PET), que é utilizado em embalagens e no sector dos têxteis. O grupo tem também fábricas europeias de PET, reforçando a sua cadeia de produção, acrescenta o JN.

Fonte: Jornal de Negócios

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*