Câmaras de Santiago e Grândola reagem ao encerramento de escolas

EscolaPrimariaO Presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha mostrou-se satisfeito com o recuo na decisão do Minstério da Educação e Ciência de encerrar quatro escolas no seu município.

O MEC comunicou, há cerca de um mês, ao autarca a intenção de fechar as escolas de Brescos, São Domingos (15 alunos), São Bartolomeu (10 alunos) e Arealão (7 alunos) e ouviu de Álvaro Beijinha as razões para manter os estabelecimentos a funcionar.

A Câmara Municipal preparava-se para se pronunciar contra a proposta de encerramento destas escolas mas esta semana ficou-se a saber que apenas a escola de Brescos será encerrada no próximo ano letivo.

O Ministério da Educação decidiu manter em funcionamento as escolas de São Domingos, São Bartolomeu e Arealão. A escola de Brescos que, no próximo ano letivo, iria contar com um aluno não escapou e vai encerrar, anunciou o governo esta semana.

Em Grândola, o encerramento da EB1 dos Cadoços mereceu a repudia da Câmara Municipal que considerou o fecho deste estabelecimento de ensino “uma má decisão” que “afronta as populações do interior, incluindo as crianças, e acentua processos de desertificação, desestruturação e abandono de uma zona já de si bastante deprimida do interior do concelho”.

Em nota de imprensa, a câmara explica que o encerramento desta escola acontece “contra a vontade do Município e de toda a comunidade educativa, expressa nos pareceres do Conselho Municipal de Educação, do Município e num abaixo-assinado de professores, funcionários e encarregados de educação”.

No entender da autarquia trata-se de “uma decisão politica” uma vez que a decisão de encerrar a EB1 de Cadoços não se baseia em critérios de ordem pedagógica ou financeira, refere o municipio que admite implicações futuras desta decisão no relacionamento entre o municipio e o Ministério da Educação.