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Santiago do Cacém: Cuidados paliativos em debate na ULSLA

cuidados paliativosA Secção Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros promove, na quinta-feira, às 14:00, um debate sobre os cuidados paliativos, na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), em Santiago do Cacém, foi hoje divulgado.

Os promotores pretendem neste encontro de trabalho analisar, em conjunto com diversos parceiros da saúde no litoral alentejano, a necessidade dos cuidados paliativos e da articulação dessas carências na comunidade.

A capacidade de resposta da Rede de Cuidados Continuados e a importância das equipas multidisciplinares são também pontos a abordar com base em “case studies”.

Para o presidente da Secção Regional Sul da Ordem dos Enfermeiros, Alexandre Tomás, estes encontros são importantes porque “ajudam a construir respostas socialmente organizadas e a responder melhor às necessidades das pessoas com dependência funcional, múltiplas patologias crónicas ou em fase final de vida, assim como dos seus familiares/cuidadores”.

Alentejo: Taxa de suicídio “é elevadíssima”, diz especialista

suicidio alentejoO presidente da Associação Psiquiátrica Alentejana (APA) disse que o suicídio é a “principal complicação e o risco mais temível” das depressões graves em Portugal, sobretudo no Alentejo, onde as taxas daqueles dois casos são “elevadíssimas”.

Rita Paulo

“Há uma relação de causa efeito entre as duas situações”, ou seja, depressão e suicídio, o qual, nos casos de depressões graves, é “a principal complicação” em Portugal, sobretudo no Alentejo, disse à agência Lusa António José Albuquerque.

O psiquiatra falava a propósito do 3.º congresso da APA, que decorre na cidade alentejana de Serpa, no distrito de Beja, entre hoje e sábado, para analisar causas que levam ao suicídio, nomeadamente a depressão e o alcoolismo.

As depressões graves surgem “a partir de uma idade relativamente jovem, 20 e tal anos”, são “muito profundas”, têm quadros de depressão que se apresentam repetidamente da mesma forma, com uma frequência “relativamente elevada” e, muitas vezes, sazonal e têm o suicídio como “o risco principal e o mais temível”, explicou.

Trata-se de depressões que têm “uma facilitação hereditária”, “um carácter genético muito marcado, além do contexto social e histórico”, como “o gravíssimo que o Alentejo tem passado”, frisou António José Albuquerque.

No Alentejo, onde as taxas de incidência de depressão grave e de suicídio são “elevadíssimas”, sendo que a taxa de suicídio “é mais elevada” do que a taxa de depressão grave, “há muitos casos de suicídio na mesma família”, o que “denota, um pouco, a influência genético-familiar”, disse.

“O alcoolismo, como o suicídio, é também, muitas vezes, um desenvolvimento secundário, uma consequência da depressão”, disse o psiquiatra, referindo que a “tríade” depressão, alcoolismo e suicídio é “muito comum no panorama psicopatológico da depressão no Alentejo”.

Lusa

Farmácias Sociais deixam de pagar imposto

farmacias_sociaisO Ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares, anunciou hoje, no Porto, alterações ao nível das farmácias do setor social, um fundo de inovação social de 122 milhões de euros e mais 934 camas para cuidados continuados.

“Foi aprovada em Conselho de Ministros uma medida que vai garantir que as farmácias do setor social deixem de ter de se constituir como sociedades comerciais”, disse Pedro Mota Soares.

O ministro, que falava na abertura do congresso da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) anunciou ainda que o Governo pretende “criar a breve trecho um fundo de inovação social, no valor de 122 milhões de euros” com recurso a verbas comunitárias.

O governante acrescentou que nos “próximos tempos” vai inaugurar “mais 934 camas de cuidados continuados”, o equivalente a “mais de 23 milhões de euros do erário público”.

Hospitais públicos registaram menos 866 nascimentos

Júlio Bilhota Xavier, Presidente da Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente
Júlio Bilhota Xavier, Presidente da Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente

Os hospitais públicos registaram menos 866 nascimentos em relação ao mesmo período do anos passado. Durante os últimos anos tem havido uma quebra entre 20% a 30%, noticia o jornal i.

Júlio Bilhota Xavier, presidente da Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente considera “imprescindível” as maternidades com menos de 1.500 partos terem formação obrigatória para colmatar a falta de trabalho.

Houve uma redução de nascimentos em média de 5%, o que revela que a baixa natalidade prossegue com o mesmo ritmo dos últimos anos.

Bilhota Xavier lembra ainda que nos últimos três anos foram seguidas algumas propostas do ministro da Saúde, Paulo Macedo, mas lamenta o facto de terem havido mais “medidas soltas” do que uma reforma à altura da qualidade da saúde materno-infantil no país.

Caso a formação ajude a diminuir as consequências da quebra de natalidade, o especialista considera ainda “urgente” restringir as unidades com capacidade para receber crianças prematuras.

 

ULSLA: Médicos alertam para falta de médicos para formarem jovens licenciados

estetoscopioResponsáveis dos serviços de saúde do litoral alentejano alertam para o problema, ”tipo bomba-relógio”, de os médicos com capacidade para formar os jovens que saem das faculdades de Medicina estarem a caminho da aposentação.

Rita Paulo

Pedro Moreira, diretor da Unidade de Cuidados Intensivos do hospital integrado na Unidade local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) confirmou à agência Lusa que “os médicos que se formaram nos anos 70, depois do 25 de Abril, estão a chegar à fase de aposentação”

Este facto, aliado ao congelamento da progressão nas carreiras dos últimos anos, pode levar a que os serviços de saúde fiquem sem médicos especialistas para formar os novos licenciados em Medicina, frisou o clínico, que é também responsável pelo internato médico hospitalar na ULSLA.

O problema, vai acentuar-se face ao aumento do número de recém-licenciados em Medicina, provocado pelo recente aumento de vagas nas universidades, determinado para responder à generalizada falta de médicos.

A medida poderia ser positiva para a ULSLA, pois, com o “excedente” de recém-licenciados, abriu-se as portas para que a sua formação seja feita em “hospitais periféricos”, como é o caso do Hospital do Litoral Alentejano, sustentou o responsável.

Contudo, a capacidade formativa daquela unidade é reduzida, devido à falta de médicos especialistas, e a limitação tende a agravar-se.

Em média, passam, pela ULSLA, 10 internos por ano. Segundo Mário Jorge, responsável pelo internato médico de cuidados de saúde primários e de Saúde Pública bastaria que a unidade tivesse dois pediatras, em vez de apenas um, para poder receber mais internos.

Atualmente, a ULSLA, que abrange os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines, pode dar formação apenas nas especialidades de Medicina Geral e Familiar, Saúde Pública, Medicina Interna, Cirurgia Geral e Ortopedia.