Comissão Municipal de Saúde solicita reunião com Ministros da Saúde e das Finanças

A Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Santiago do Cacém solicitou, com caráter de urgência, uma reunião com o Ministro da Saúde e o Ministro das Finanças para “resolver os problemas que afetam há tantos anos” os serviços de saúde na região do Alentejo Litoral.

Numa resolução, aprovada por unanimidade pelos eleitos da CDU, PS, Coligação ‘Santiago do Cacém Mais’ e BE, a Comissão Municipal de Saúde reivindica um médico pediatra de apoio ao Serviço de Atendimento à Criança Doente 24h/365 dias, a admissão imediata de enfermeiros, médicos, assistentes operacionais e assistentes técnicos e o restabelecimento da totalidade das vagas dos vários serviços do Hospital do Litoral Alentejano (HLA).

Exige ainda a criação de condições para o cumprimento dos tempos máximos de resposta nas consultas de cirurgias e exames complementares de diagnóstico das várias especialidades, como cardiologia, gastroenterologia e urologia, a construção do Centro de Saúde de Santiago do Cacém e a beneficiação da extensão de saúde de Vila Nova de Santo André.

A Comissão de Saúde diz que os problemas “se arrastam sem solução à vista” e que a Unidade de Saúde Local do Litoral Alentejano (ULSLA) “atingiu o limiar da rutura” devido “ao défice crónico de profissionais médicos, de enfermagem, técnicos de diagnóstico e terapêutica, assistentes operacionais e assistentes técnicos”.

Os profissionais médicos em funções na ULSLA são, neste momento, 50% do estimado necessário para responder adequadamente à população. Tal situação coloca em causa a idoneidade formativa do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), que garante a capacidade da instituição formar novos especialistas. Os profissionais, que estão a trabalhar, têm uma carga de horas que se traduz em alguns casos em absentismo ao serviço por sobrecarga e esgotamento”, adianta a Comissão Municipal de Saúde que alude para o aumento da população durante a época balnear.

A Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Santiago do Cacém espera que o Ministério da Saúde e o Ministério das Finanças deem despacho favorável à resolução apresentada pela Comissão de Saúde.

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