Congresso do PSD: Moreira da Silva recusa dar tempo ao PS

2014-02-22121958_CA967162-B341-4FEB-88DD-FECB0766BF67$$738d42d9-134c-4fbe-a85a-da00e83fdc20$$94348f23-d2a6-47ba-8685-6c65c7bb729e$$odia_imagem_grande$$pt$$1Nova equipa dirigente de Passos Coelho conhecida este sábado. 

O dirigente social-democrata e ministro do Ambiente, Moreira da Silva, recusou esta  comentar a intenção do PS de criar uma comissão de inquérito aos submarinos, dizendo não querer “dar tempo de antena” aos socialistas no Congresso do PSD.”Não vou utilizar o Congresso do PSD para dar tempo de antena ao PS e às ideias do PS por oposição ao Governo”, afirmou Jorge Moreira da Silva, falando à entrada do XXXV Congresso do PSD, que decorre no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.Apesar de afirmar que não conhece o tema, o ministro sublinhou que “este Governo tem sido de uma total transparência em relação a tudo”.O líder parlamentar do PS anuncia hoje que a bancada socialista vai avançar com um pedido de constituição de comissão de inquérito parlamentar ao processo de aquisição de submarinos e de viaturas blindadas Pandur pelo Estado Português, disse à Lusa fonte da direção socialista.Moreira da Silva reiterou, aliás, a necessidade de um “acordo” com os socialistas, como o pedido há sete meses pelo Presidente da República, Cavaco Silva, após a crise de Governo do verão passado.O governante e primeiro vice-presidente do partido considerou ainda que este Congresso do PSD é “provavelmente um dos mais importantes dos últimos anos”.”Lamento muito que se olhe para este Congresso como sendo útil apenas se estamos numa fase pré-eleitoral ou numa refrega interna. Os partidos não são máquinas eleitorais, são instituições que têm como único objetivo vencer eleições para concretizar um conjunto de ideias que são essenciais para o bem comum”, declarou.Segundo Moreira da Silva, os sociais-democratas têm, nesta reunião magna, “o dever e a responsabilidade” de apresentar “um conjunto de políticas e propostas” que vão “além do curto prazo, além do resgate”.”O pós-‘troika’ não é só o que vem depois da ‘troika’, é o que é diferente da ‘troika'”, disse, esperando que “os responsáveis políticos estejam à altura” do atual momento.O XXXV Congresso do PSD começou na sexta-feira e decorre até domingo. O segundo dia de trabalhos arrancou cerca das 11h10, com a continuação da discussão das propostas temáticas.

Nova equipa dirigente de Passos Coelho conhecida hoje

Este sábado, o Congresso do PSD é dedicado à discussão política e em que os sociais-democratas vão conhecer os nomes propostos por Pedro Passos Coelho para a sua equipa dirigente dos próximos dois anos.As listas aos órgãos nacionais do PSD deverão ser entregues até às 20h00 deste sábado, segundo dia do XXXV Congresso Nacional do PSD, que decorre no Coliseu dos Recreios de Lisboa. A votação será feita no domingo.Reeleito em diretas a 25 de janeiro para um terceiro mandato de dois anos à frente do PSD, Pedro Passos Coelho poderá subir hoje à noite ao palco do Coliseu para anunciar pessoalmente aos congressistas a sua lista para a Comissão Política Nacional do partido.Na sexta-feira, primeiro dia de trabalhos deste Congresso, o presidente do PSD e primeiro-ministro fez um discurso de cerca de uma hora, no qual reclamou que a matriz social-democrata do partido está intacta e defendeu que o país melhorou nos últimos dois anos.”Estamos melhor ou estamos pior?”, perguntou Passos Coelho repetidas vezes, à medida que descrevia a evolução do país, sustentando que a economia está a crescer, que o desemprego começou a diminuir, que o desequilíbrio externo foi corrigido e o défice interno melhorou significativamente em termos estruturais.O presidente do PSD alegou que a oposição anda zangada com esta evolução por considerar que, afinal, “aqueles homens e mulheres que estão pelo Governo ainda pensam que podem ter a possibilidade, ainda que remota, de ganhar umas eleições”.”A oposição está zangada com o que se passa no país porque não só não ajudou a que a nossa recuperação pudesse ser melhor como acha que, se recuperarmos, isso pode ser a sua desgraça eleitoral”, reforçou.Mais à frente, Passos Coelho deixou uma crítica de fundo ao PS, a propósito da tese dos socialistas de que a dívida pública é insustentável: “Será sustentável? Depende de nós todos. A resposta curta é: com a receita socialista, não é”.No final do seu discurso, o chefe do executivo PSD/CDS-PP afirmou que os sociais-democratas “acalentam” a ambição de vencer as legislativas de 2015: “Acredito que nestes dois dias de Congresso que temos à nossa frente saberemos mostrar ao país que não foi um acaso termos conseguido chegar onde chegámos, e não será um acaso acalentarmos a ambição de poder continuar a guiar os destinos do país nos anos próximos em que o país ainda precisa de nós”.

Mota Amaral gostou de ouvir Passos reafirmar valores da social-democracia

O histórico social-democrata e antigo presidente da Assembleia da República Mota Amaral afirmou hoje à Lusa ter gostado de ouvir Pedro Passos Coelho “reafirmar o apego do PSD aos valores da social-democracia” no XXXV Congresso do partido.No que respeita ao balanço dos últimos dois anos feito pelo presidente do PSD, João Bosco Mota Amaral considerou que “o país melhorou numas coisas e piorou noutras”. No seu entender, “há correções macroeconómicas que estão a ser feitas, e é desejável que a partir daí se possa caminhar com mais solidez para melhorar as condições de vida dos portugueses”.Em declarações à agência Lusa, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, onde decorre o XXXV Congresso Nacional do PSD, o deputado social-democrata adiantou que não tenciona fazer uma intervenção nesta reunião magna.Quanto à moção temática do PSD/Açores, da qual é um dos subscritores, Mota Amaral resumiu desta forma o seu objetivo: “Reafirmar o compromisso fundacional do PSD com a autonomia açoriana, que vem desde o princípio”.”É essencial seja mantido e concretizado”, defendeu o antigo presidente do PSD/Açores e do Governo Regional dos Açores.Questionado pela agência Lusa sobre o discurso que o presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, fez na sexta-feira à noite, na abertura do Congresso do PSD, Mota Amaral referiu não ter ouvido a intervenção toda.”A parte que ouvi, gostei, sobretudo pelo reafirmar do apego do PSD aos valores da social-democracia, aos seus valores fundacionais, à sua matriz definida por Francisco Sá Carneiro e pelos outros fundadores. Gostei também da referência que ele fez à pré-história do PSD, que o PSD nunca teria tido o sucesso que obteve se não tivesse havido o trabalho da Ala Liberal, da qual participei que, com a liderança de Francisco Sá Carneiro conseguiu um eco nacional importante”, acrescentou.Segundo Mota Amaral, “o mundo mudou”, mas “a matriz originária” do PSD, “essa tem de se manter”.No que respeita à situação do país, o deputado e antigo presidente da Assembleia da República considerou ainda que esta “decorre da crise que vai pelo mundo fora, da crise que vai pela Europa e das consequências, das sequelas do descontrolo que marcou o período do Governo anterior”.

Aguiar Branco diz que não é séria intenção do PS de comissão aos submarinos

O dirigente social-democrata e ministro da Defesa, Aguiar-Branco, qualificou hoje de “oportunista” e “não séria” a intenção do PS de criação de uma comissão parlamentar de inquérito ao processo dos submarinos e dos blindados Pandur.”Estiveram tanto tempo no Governo, fizeram pagamentos referentes aos submarinos, fizeram pagamentos referentes aos Pandur, e agora, no dia do Congresso do PSD é que lhes ocorre fazer uma comissão de inquérito”, afirmou Aguiar-Branco aos jornalistas à entrada para o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, onde decorre até domingo o XXXV Congresso do PSD.Para o ministro da Defesa, os socialistas têm “a intenção de queimar mediaticamente” o Congresso social-democrata, “o que significa que é uma intenção não séria””Não está em causa o conteúdo, aí não há nada a recear, mas do ponto de vista da oportunidade, acho que não há dúvida que há uma intenção oportunista para queimar mediaticamente este Congresso”, declarou.PSD estranha que PS proponha agora inquérito sobre submarinosO líder parlamentar do PSD manifestou hoje estranheza por o PS propor agora um inquérito parlamentar à compra de submarinos e de blindados Pandur, escusando-se a avançar como é que os sociais-democratas votarão essa proposta.Questionado pela agência Lusa sobre como é que o PSD votará a proposta de comissão de inquérito do PS, Luís Montenegro remeteu essa questão para mais tarde: “Vamos aguardar no parlamento, não vamos falar disso hoje”.Antes, em declarações à comunicação social, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, onde decorre o XXXV Congresso Nacional do PSD, o presidente da bancada social-democrata considerou que “parece um pouco estranho que seja no dia de hoje e nesta ocasião que se suscite esta matéria”, assinalando que “nunca tinha havido intenção declarada até ao momento por parte do PS” à compra de submarinos e de viaturas blindadas Pandur.Segundo Luís Montenegro, “todos os portugueses percebem que há aqui alguma estranheza pela circunstância de este assunto nunca ter sido trazido para o debate político até ao dia de hoje, e por ter-se escolhido o dia de hoje para fazer este anúncio”.”Mas não quero sequer valorizar isso. É um direito do PS apresentar ideias, apresentar as suas prioridades para o debate político e para os trabalhos parlamentares. E nós no parlamento não deixaremos de analisar os fundamentos”, acrescentou.Interrogado se no entender do PSD há dúvidas por esclarecer sobre a compra de submarinos e de blindados Pandur, Luís Montenegro declarou: “Vamos aguardar. O local próprio é o parlamento”.”Nós durante a semana aguardaremos no parlamento pela concretização desta proposta com a naturalidade com que encaramos todas as demais”, disse. “Aguardaremos para, no local próprio, que é o parlamento, podermos compreender os fundamentos, as razões que motivam o PS, e depois tomarmos a nossa posição”, reforçou.O líder parlamentar do PSD referiu que “o PS tem toda a legitimidade e todo o direito político de definir a sua agenda e de escolher os momentos que entende mais oportunos para apresentar as suas ideias”, mas acentuou o “momento” escolhido para anunciar esta proposta de inquérito.”Ainda recentemente foi criada uma comissão de inquérito a propósito da subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que foi motivada através de um requerimento potestativo dos partidos da oposição, e com a assinatura de vários deputados do PS. Mas, porventura, há quinze dias este assunto não seria tão importante para o PS como é hoje”, observou.

Marcelo: Necessidade de reafirmar matriz do partido é ponto mais interessante

O ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje que um dos pontos mais interessantes do congresso nacional do partido que decorre este fim de semana em Lisboa é “a necessidade que foi sentida de reafirmar a natureza social-democrata”.”O ponto muito interessante deste congresso é a necessidade que foi sentida de reafirmar a natureza social-democrata do partido”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no Funchal, à margem do 1º congresso das Instituições Públicas de Solidariedade Social e Misericórdias da Madeira, no qual é um dos oradores.Marcelo Rebelo de Sousa considerou este ponto “positivo, correspondendo a um desafio feito pela oposição e por algumas figuras do partido”.”É o partido a reocupar o centro e a piscar o olho ao centro de esquerda. A dizer ‘não estou atirado para a direita, não estou atirado para uma direita radical e antissocial e liberal. Eu quero continuar a ocupar o espaço que o PS quer ocupar’, o que é positivo até em termos eleitorais”, complementouSegundo Marcelo Rebelo de Sousa, “neste congresso discute-se um pedacinho de tudo, o passado, o que foram estes anos, as europeias, a preparação para as legislativas e o futuro do país”.”Sinto no partido um clima muito profundo depois da eleição do líder”, salientou Marcelo Rebelo de Sousa, vincando que “embora seja um congresso importante, o mais importante foi o voto maciço em Passos Coelho nas diretas há um mês” e evidencia “um partido muito virado para o futuro, para as legislativas e não apenas para as europeias”,No seu entender, o “partido está muito unido em torno do líder” e “há uma sintonia partido/Governo e, sobretudo, partido/líder que é importante para os próximos anos”.Comentando o discurso do líder nacional do PSD no congresso, Marcelo Rebelo de Sousa destacou que ao afirmar que “acalenta a ambição de continuar a guiar o destino do país nos próximo anos”, Pedro Passos Coelho “quer dizer que ele se candidata a primeiro-ministro em 2015, que vai fazer tudo para manter coligação com CDS e daqui arranca o programa eleitoral para as legislativas de 2015″Quanto instado a opinar sobre a afirmação do primeiro-ministro que o “país está melhor”, Marcelo Rebelo de Sousa apontou que o líder nacional “pode mostrar resultados positivos e está em condições de dizer que ‘isto está a virar, vai virar e vai melhorar”.”Imagine que a condição económica não era tão positiva como é agora, que estávamos como se esteve em março ou abril do ano passado, o congresso teria sido completamente. diferente”, sustentou.Questionado sobre a razão da sua ausência neste congresso, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu não ter o “dom da ubiquidade”, sustentando que “os líderes, a não sere em condições excecionais, não devem ir a congresso, a não ser que tenham algo muito importante a dizer”.”Não tenho estado nos congressos desde que saí de líder. Abri uma exceção quando se especulou que iria ser candidato à liderança contra Passos Coelho e fui a Mafra, só para dizer que não era candidato”, disse.Marcelo Rebelo de Sousa declarou ainda que Paulo Rangel “é o melhor nome do partido” para a candidatura às eleições europeias.

Presidente dos ASD pede que “não se lixem as eleições”

O presidente dos Autarcas Social-Democratas (ASD), Álvaro Amaro, pediu hoje ao PSD que celebre “um novo contrato de confiança” com o poder local e a Passos Coelho que não queira que “se lixem as eleições”.”Agora já não podemos querer que se lixem as eleições: seria muito injusto para Portugal e igualmente injusto para consigo, para os autarcas sociais-democratas, para os sociais-democratas”, afirmou Álvaro Amaro, primeiro subscritor de uma moção intitulada “Confiança no Poder Local + Portugal”.Se no exterior do Coliseu o tema dominante era o anúncio do PS de criar uma comissão de inquérito ao processo de aquisição dos submarinos e viaturas blindados, dentro da sala onde decorria o Congresso a desertificação do interior e os desequilíbrios regionais foram os temas mais abordados nas propostas temáticas apresentadas hoje de manhã.”O encerramento de serviços apenas e só promove o encerramento de territórios e isso não é reforma do Estado”, afirmou Álvaro Amaro, que pediu que o PSD estabeleça um contrato de confiança com o poder local.”Para aqui estarmos neste congresso pagámos três vezes mais portagens do que se o mesmo decorresse em Madrid”, alertou, por seu lado, o presidente da distrital de Castelo Branco, António Carvalho, que referiu que por cada hora que passa se perde uma pessoa no interior.O segundo dia de trabalhos começou dez minutos depois da hora marcada, pelas 11:10, com uma sala ainda meio vazia, que se foi compondo à medida que se aproximava a hora de almoçoAlém do tema do desenvolvimento regional — abordado em 13 das 25 moções temáticas, notou um dos proponentes — também a reforma do sistema político esteve presente no debate, com a redução de deputados a ser defendida em várias moções, nomeadamente a da JSD, que também propõe um mandato presidencial único de sete anos.A questão do aborto foi trazida ao Congresso, com a moção de António Pinheiro Torres a pedir uma avaliação da legislação, sete anos depois do ‘sim’ ter vencido o referendo que tornou legal em certas condições a Interrupção Voluntária da Gravidez.De manhã, os congressistas ouviram ainda uma mensagem vídeo do presidente do Partido Popular Europeu, Wilfried Martens, que deixou elogios ao trabalho do líder do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.”‘Merci’ Pedro, pelos esforços que fazes pelo teu país”, referiu, na intervenção em francês em que desejou um bom Congresso ao PSD.

PSD estranha que PS proponha agora inquérito sobre submarinosO líder parlamentar do PSD manifestou, este sábado, estranheza por o PS propor agora um inquérito parlamentar à compra de submarinos e de blindados Pandur, escusando-se a avançar como é que os sociais-democratas votarão essa proposta.Questionado pela agência Lusa sobre como é que o PSD votará a proposta de comissão de inquérito do PS, Luís Montenegro remeteu essa questão para mais tarde: “Vamos aguardar no parlamento, não vamos falar disso hoje”.Antes, em declarações à comunicação social, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, onde decorre o XXXV Congresso Nacional do PSD, o presidente da bancada social-democrata considerou que “parece um pouco estranho que seja no dia de hoje e nesta ocasião que se suscite esta matéria”, assinalando que “nunca tinha havido intenção declarada até ao momento por parte do PS” à compra de submarinos e de viaturas blindadas Pandur.Segundo Luís Montenegro, “todos os portugueses percebem que há aqui alguma estranheza pela circunstância de este assunto nunca ter sido trazido para o debate político até ao dia de hoje e por ter-se escolhido o dia de hoje para fazer este anúncio””Mas não quero sequer valorizar isso. É um direito do PS apresentar ideias, apresentar as suas prioridades para o debate político e para os trabalhos parlamentares. E nós no parlamento não deixaremos de analisar os fundamentos”, acrescentou.Interrogado se no entender do PSD há dúvidas por esclarecer sobre a compra de submarinos e de blindados Pandur, Luís Montenegro declarou: “Vamos aguardar. O local próprio é o parlamento”.

Teresa Leal Coelho repudia tentativa do PS de desestabilização contra Portas

A vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho acusou o PS de tentar desestabilizar a maioria e Paulo Portas, ao anunciar este sábado a intenção de criar uma comissão de inquérito sobre o negócio da compra de submarinos.”À partida, neste momento, em fim de semana de congresso do PSD, há aqui uma tentativa ou, pelo menos, uma oportunidade de desestabilização contra Paulo Portas, que nós repudiamos totalmente”, afirmou, à saída do Coliseu dos Recreios, em LisboaO líder do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, era ministro da Defesa na altura em que Portugal adquiriu dois submarinos.A deputada social-democrata frisou que o PSD considera ter de haver uma separação entre “aquilo que é do poder judicial daquilo que é da política”, defendendo não se poder “banalizar as comissões de inquérito”.O líder parlamentar socialista, Alberto Martins, anunciou hoje, no Porto, que a bancada socialista vai avançar com um pedido de constituição de comissão de inquérito parlamentar ao processo de aquisição de submarinos e de viaturas blindadas pelo Estado Português.”Faria antes um apelo a António José Seguro (líder do PS) para que estivesse mais disponível para resolver os problemas de Portugal, que possa participar brevemente no processo de criminalização do enriquecimento ilícito, absolutamente crucial para combater a corrupção”, sugeriu, referindo-se a uma iniciativa legislativa, “nas próximas semanas”, do PSD.

Portas e Nuno Melo representam CDS no encerramento

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, e o vice-presidente Nuno Melo vão representar o partido no encerramento do XXXV Congresso do PSD, no domingo, e a delegação do PS será encabeçada pelo ex-líder da UGT João Proença.Nuno Melo é eurodeputado e o primeiro nome indicado pelo CDS na lista conjunta que o partido apresentará com o PSD às eleições europeias de 25 de maio, cuja negociação foi remetida para depois do Congresso social-democrata, e da qual ainda não é conhecido oficialmente mais nenhum nome.No último Congresso do CDS-PP, em Oliveira do Bairro, o líder do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, marcou também presença no encerramento.Além do secretário-nacional João Proença, o PS estará também representado por Susana Amador, igualmente membro do secretariado, e pelo presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa, Marcos Perestrello.Armindo Miranda, membro da comissão política do PCP, dirige a delegação comunista presente no encerramento do Congresso, previsto para as 13h00 de domingo. O BE, como habitualmente, não estará representado na reunião magna dos sociais-democratas.

Inquérito a submarinos é “confissão da incapacidade do PS”

O presidente da comissão de Defesa, o social-democrata Matos Correia, defendeu, este sábado, que a criação de uma comissão parlamentar de inquérito ao processo dos submarinos é a “confissão da incapacidade do PS” em ser oposição.”É a confissão da incapacidade do PS”, afirmou Matos Correia, à entrada do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, onde decorre o XXXV Congresso do PSD.Para o militante social-democrata, o PS “inventou, provavelmente entre ontem à noite e hoje de manhã, uma comissão de inquérito pobremente explicada hoje pelo deputado Alberto Martins”.”Não esqueço que isto é muito típico do PS. Há 10 anos, o PS tentou instrumentalizar a questão da Universidade Moderna para causar dificuldades à coligação e não conseguiu. Agora tenta não se sabe bem porquê nem a que título inventar a questão dos submarinos”, acusou.”Do ponto de vista do seu conteúdo, diria que quem não deve não teme”, afirmou. Matos Correia não quis esclarecer qual é a sua disponibilidade para integrar a nova comissão política do PSD, mas disse que não foi convidado ainda.

Partido tem condições para vencer todas as eleições

O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Miguel Frasquilho defendeu, este sábado, que o partido tem condições para vencer todos os atos do próximo ciclo eleitoral, europeias, legislativas e presidenciais.Numa intervenção perante o XXXV Congresso do PSD, em Lisboa, Frasquilho lembrou que esta será a última reunião magna dos sociais-democratas antes do ciclo eleitoral que inclui europeias deste ano, legislativas em 2015 e presidenciais de 2016.”Ambicionamos naturalmente vencer todos estes atos eleitorais, quer diretamente quando vamos a votos, quer apoiando um candidato ganhador no caso das presidenciais”, disse, defendendo que o partido tem condições para o conseguir porque “tem tomado as opções corretas e feito o melhor pelo País”.O economista alertou que o fim do programa de ajustamento, a 17 de maio, não significa o fim das dificuldades, lembrando que Portugal continuará sujeito às regras do tratado orçamental europeu, e considerou que o PS “nunca teria feito muito diferente se tivesse governado nem o fará se voltar ao poder”.”É verdade que cometemos erros, mas quem não os cometeria com a pressão a que fomos sujeitos? Sairemos do programa de resgate de forma favorável, com ou sem programa cautelar”, afirmou.A histórica militante do PSD Virgínia Estorninho elogiou a coragem de Pedro Passos Coelho ao não ter virado as costas à crise – criticando, em contraponto, Durão Barroso, pela sua saída para Bruxelas em 2004 – mas não poupou a política do Governo.

Salsinha levanta sala com intervenção em que coube a beleza de Passos

O militante Salsinha levantou, este sábado, o Congresso do PSD com uma intervenção em que lembrou como as mulheres dizem que Passos é “muito bonito”, mas também como os cortes são difíceis e os políticos devem moderar a linguagem.O militante de Lisboa estendeu a sua intervenção bastante para além dos três minutos regulamentares e ainda contou com a cedência de tempo do próprio presidente da mesa do Congresso, Fernando Ruas, e do ex-presidente da Câmara de Caldas da Rainha Fernando Costa. “Eu não sei se volto aqui, deixem-me falar à vontade”, disse, a meio do discurso o militante de 81 anos.Começando por lembrar o Coliseu que conheceu “menino e moço”, Salsinha depressa passou para um aparentemente desejo de maior paridade, de querer uma plateia com “maior igualdade de rosas e cravos”, o que faria a “alegria de todos homens e de todos no partido”.Do florido apelo paritário ao elogio à beleza do presidente do partido e primeiro-ministro, Passos Coelho, mediou apenas uma pausa para respirar: “Muitas mulheres dizem ‘vocês têm um presidente muito bonito”Os elogios estenderam-se à oratória do líder, pelo “discurso lindíssimo” proferido na sexta-feira, durante uma hora e “sem papéis”.