Consórcio anuncia abandono da pesquisa de petróleo na bacia do Alentejo

O consórcio ENI/Galp anunciou esta segunda-feira que vai abandonar o projeto de pesquisa de petróleo ao largo da costa de Aljezur, na bacia do Alentejo. A decisão já foi aplaudida pelo movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente (ALA).

Em declarações à Miróbriga, Eugénia Santa Bárbara, do movimento ALA disse tratar-se de uma “decisão inédita” em Portugal e uma “boa noticia” para as populações do Alentejo Litoral.

Sem conhecer mais detalhes da decisão das duas empresas, a dirigente do ALA mostrou-se “expectante” para saber mais pormenores sobre o que motivou o abandono do projeto.

“Esperávamos que esta decisão fosse tomada pelo Governo, não sendo foi tomada pelas empresas mas ficamos muito satisfeitos que assim tenha sido, também porque o mais importante é que não tenham avançado com esta novidade na nossa costa”, acrescentou.

Apesar de satisfeito com a decisão, o movimento espera que a decisão recaia sobre as três concessões previstas para a bacia do Alentejo.

“Não sabemos se se trata de apenas uma ou das três concessões que são geridas em conjunto. O primeiro furo, que estava previsto a cerca de 40 quilómetros da costa de Aljezur, denominava-se Santola, mas há outras duas que são contíguas, a norte e a sul, que julgamos estarem abrangidas”, avançou.

Para o movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente, a decisão é “uma vitória para todas as associações e movimentos que se têm empenhado bastante nesta luta e conseguir este resultado é importante para travar outras lutas que, no futuro, sejam importantes porque neste momento em Portugal está muita coisa em causa não só do ponto de vista ambiental como da sustentabilidade”, concluiu.

No comunicado, o consórcio  avançou que “as condições existentes tornaram objetivamente impossível” prosseguir as atividades de exploração, lamentando “a impossibilidade de avaliar o potencial de recursos offshore do país”.

Recorde-se que a realização do furo que estava previsto para outubro foi suspensa por uma providencia cautelar do Tribunal de Loulé.

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