Deputados do PS preocupados com redução de consultas nas extensões de saúde de Grândola

Os deputados eleitos pelo PS, no círculo de Setúbal, enviaram um requerimento à Ministra da Saúde a alertar para a redução do número de consultas médicas, no último mês, nas extensões de saúde de Azinheira de Barros, Canal Caveira, Carvalhal, Lousal e Melides, no concelho de Grândola.

No requerimento, os deputados querem saber se está identificada a carência de assistentes técnicos no concelho de Grândola e qual a solução prevista para assegurar as consultas médicas em todas as extensões, com a regularidade normal.

“Está identificada uma carência real com a quantidade de assistentes técnicos necessários para o apoio às consultas médicas, agravada pela perspetiva de aposentação de duas assistentes técnicas no início do próximo ano”, alertam os socialistas.

Após reunião com o Presidente da estrutura concelhia socialista de Grândola, Pedro Ruas, os representantes na Assembleia da República, acrescentam que “a concretizar-se o exposto, esta falha tornará impossível o funcionamento das extensões de saúde” tendo em conta alguns constrangimentos com a atual rede de transportes.

Não existe uma rede de transportes que permita a deslocação fácil à sede de concelho para as consultas médicas, obrigando os idosos ao esforço de permanecer todo o dia em Grândola”, recordam os deputados socialistas.

A coordenadora regional dos deputados e membro da Comissão Parlamentar de Saúde, Eurídice Pereira teme que depois de ter sido resolvida “a resposta médica que criava constrangimentos à realização de consultas”, a “falta de assistentes técnicos” impeça agora que “as consultas se realizem a ritmo adequado”.

Outra das questões que os deputados querem ver “respondida” e “solucionada” diz respeito à transferência de utentes do centro de saúde de Grândola para a extensão da área de residência.

Os deputados referem que “têm sido levantadas dificuldades aos utentes que, por alteração de residência, pretendem que os seus processos mudem para a extensão de saúde onde vivem” e pretendem saber “qual o fundamento para não se permitir a transferência de utentes do Centro de Saúde para a extensão onde reside”.

Legitimamente, pretendem alterar o seu processo para a extensão onde está o seu médico de família, sendo levantadas dificuldades administrativas sempre que alguém o solicita, situação que tem de ser rapidamente revista”, consideram.

Os eleitos questionam ainda a Ministra da Saúde, Marta Temido, se existe no concelho de Grândola utentes sem médico de família e em caso afirmativo “quantos e como se pretende solucionar este problema”.

 

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