DGESTE pondera extinção das escolas do 1.º ciclo em Boticos e Vale de Água

A Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares do Alentejo (DGESTE) enviou um ofício  à Câmara Municipal de Santiago do Cacém, para que esta se pronunciasse sobre a proposta de extinção  das escolas do 1.º Ciclo: de Boticos (Arealão), na Freguesia de Abela e a de Vale de Água, bem como o Pré-Escolar de Vale de Água, no próximo ano lectivo 2018/2019.

Em resposta  a autarquia informou que está contra a proposta apresentada de encerramento das duas Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico de Boticos (Arealão) e Vale de Água, respetivamente dos Agrupamentos de Escolas de Santiago do Cacém e Professor Arménio Lança de Alvalade.

Relativamente à Educação Pré-Escolar – Jardim de Infância de Vale de Água, atendendo à inexistência de crianças em idade de frequência de Pré- Escolar, a Câmara Municipal concorda com a manutenção da suspensão no próximo ano letivo.

Jaime Cáceres, Vereador com o Pelouro da Educação na Câmara Municipal de Santiago do Cacém refere que “estamos contra o encerramento dessas escolas porque são escolas rurais importantes para a comunidade local”.

Em reunião na DGESTE, no dia 2 de maio, Jaime Cáceres voltou a reafirmar a posição da Câmara Municipal e promete “ lutar com todas as armas que temos e com as populações para que estas duas escolas se mantenham abertas”.

Na base da proposta de encerramento das escolas está a portaria datada de 2010, que referencia o encerramento de escolas do 1.º ciclo com menos de 21 alunos.

“Estas escolas não têm esse número de alunos alunos, mas são importantes para a  vitalidade das localidades onde se inserem, para os alunos e para os seus pais ”, porque acrescenta o autarca, “ nós sentimos que há um grande objetivo nesta medida que é: reduzir o número de professores, reduzir o número de auxiliares, reduzir a despesa. Nós somos contra esta tomada de posição ”.

A Câmara Municipal tem investido nas escolas do concelho, como é a aquisição de aparelhos de ar condicionado em todas as salas do pré-escolar e do 1.º Ciclo, os computadores e também a compra de  muitos equipamentos novos, para substituir os mais obsoletos, nos transportes escolares e o complemento de apoio à família totalmente gratuito. 

O eventual encerramento destas escolas do concelho seria penalizador para as freguesias e para a população.

Fonte: CMSC

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