Estado de calamidade prolonga-se até segunda-feira

António Costa justifica a decisão devido ao “risco acrescido de incêndio” em Portugal. Forças de segurança vão ter meios reforçados nos próximos três dias.

António Costa referiu que tomou a decisão, juntamente com a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, com o objetivo de “responder ao risco acrescido de incêndio que vai incidir, particularmente, nos concelhos do centro e do norte interior do país, que se irá agravar progressivamente até à próxima segunda-feira”.

Nesse sentido, o estado de calamidade em vigor até à meia-noite de segunda-feira, dia 21 de agosto, e irá abranger 155 concelhos do país.

António Costa fez ainda um apelo aos cidadãos, para que evitem “comportamentos de risco”, realçando a “proibição absoluta de fogo de artificio ou de qualquer outro elemento pirotécnico habitualmente utilizado nas festas populares que têm lugar nesta época do ano”.

Entre as medidas previstas para o estado de calamidade, está um reforço na “mobilização de todos os meios disponíveis”, mais concretamente no que diz respeito à prevenção e dissuasão.

Para além do efetivo que já tem empenhado, as Forças Armadas vão passar a ter à sua disposição 140 equipas de vigilância, sendo ainda acionados dois meios aéreos com a função de detetar focos de calor e movimentos suspeitos durante a noite.

Também a GNR terá um aumento nas equipas à sua disposição, empenhando mais 150 equipas ao longo destes próximos três dias. Contará ainda a colaboração da PSP e do ministério da Agricultura, que disponibilizarão meios.

O primeiro-ministro deixou ainda uma palavra de agradecimento aos bombeiros voluntários, considerando-as a “coluna vertebral do sistema de proteção civil”.

“Quero expressar a nossa gratidão pelo esforço extraordinário que os bombeiros voluntários têm desempenhado, desempenham, e continuarão a desempenhar como a grande coluna vertebral do sistema de proteção civil em Portugal”, sublinhou António Costa.

De realçar ainda que todos os bombeiros voluntários que trabalhem para empresas públicas ou privadas terão direito a dois dias de descanso por cada dia de participação no dispositivo de combate aos incêndios durante o período de calamidade.

Fonte: NM

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