Feira do Monte: Balanço “claramente positivo”, diz Álvaro Beijinha

MSC_5707A Feira do Monte 2014, que teve lugar no Parque de Feiras e Exposições em Santiago do Cacém, entre os dias 5 e 7 de setembro, foi uma das melhores de sempre, não só no número de visitantes – que rondou as 25 mil pessoas – mas principalmente pela qualidade do artesanato em exposição e pela promoção das tradições, produtos e gastronomia locais, este ano. 

Tivemos três dias com muita, muita gente”, congratula-se Álvaro Beijinha, Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém. “O feedback que recebi, de várias pessoas, foi que a feira estava muito boa, em particular a parte do artesanato, nos pavilhões cobertos. Foi uma feira muito positiva, com artesanato de alta qualidade”.

O Presidente da CMSC enaltece ainda o brio dos artesãos locais: “todos os expositores estavam muito bem decorados e cuidados”. Álvaro Beijinha não esquece também as melhorias registadas nos divertimentos, “mais do que nos últimos anos”, bem como a aposta na ‘prata da casa’ nos espetáculos, com muitas bandas locais, que classifica como “muito importante”.

O programa da TVI, “Somos Portugal”, acabou por ter um papel decisivo naquela que “foi, indiscutivelmente, a maior enchente de sempre na Feira”, no domingo (dia 7). Álvaro Beijinha identifica inúmeras mais-valias desta aposta ganha: “o programa, para além de ter levado muita gente à Feira, promoveu o Município durante seis horas por todo o País e inclusive no estrangeiro. Do ponto de vista daquilo que são as nossas tradições, os nossos produtos, as nossas praias, ou a gastronomia local, é muito relevante e importante”.

O balanço “claramente positivo” teve apenas um senão, que foi a chuva no sábado à noite, mas nem esse percalço belisca o sucesso da feira. “Pesou negativamente, como é natural, mas até chover a feira estava completamente cheia”, sublinha o Presidente da CMSC.

Álvaro Beijinha realça o “orgulho muito grande na Feira do Monte” por parte dos santiaguenses. “É uma feira secular, com uma grande tradição, é uma mostra daquilo que nós temos de mais genuíno, autêntico, que é único”.

O autarca atribui à mistura entre artesãos mais experientes e uma nova vaga de jovens artesãos que faz “coisas diferentes”, a justificação para que a Feira do Monte seja “das mais ricas e das mais interessantes do ponto de vista do artesanato”. Destaque ainda para as habituais distinções na Feira do Monte, com as prémios este ano a ficarem distribuídos da seguinte forma: melhor stand – Sadilar Decorações; melhor peça – Carlos Oliveira (tapete em tecelagem artesanal); menções honrosas – JP Artesanato (“Ratinhos do Montado”) e Cantinho do Artesanato (“O amor”).

A redução de custos dos últimos anos na organização da Feira do Monte não tem retirado interesse nem qualidade ao certame. “A CMSC, há dois anos, tomou uma decisão, tendo em conta as dificuldades financeiras, de reduzir o orçamento da feira muito significativamente, passando para cerca de 1/5 daquilo que gastava”, explica Álvaro Beijinha. Mesmo assim, a feira tem “mais gente do que tinha há três, quatro ou cinco anos atrás”, conclui.