Festival Terras Sem Sombra arranca em fevereiro e vai apresentar dez concertos

O festival de música Terras Sem Sombra abre a 17 de fevereiro, na Vidigueira, e, até junho, vai apresentar dez concertos, acompanhados de visitas ao património edificado e a ações de biodiversidade, nos respetivos concelhos alentejanos, foi hoje divulgado.

A programação da 14.ª edição do festival, que abre na igreja de S. Cucufate, em Vila de Frades, no concelho da Vidigueira, foi apresentada hoje, na embaixada da Hungria, em Lisboa, país convidado da edição deste ano.

O concerto inaugural, de música sacra, é protagonizado pelo coro de câmara húngaro Vaszy Viktor, dirigido pelo maestro Sándor Gyüdi, que irá interpretar peças de compositores do século XIX ao atual, incluindo, entre outras, obras de compositores contemporâneos magiares como Péter Tóth, Máté Bela, e Péter Zombola.

O certame que habitualmente se limite ao Baixo Alentejo, alarga-se, este ano, ao Alto Alentejo, com um concerto previsto em Elvas, no dia 19 de maio, na igreja de N. S. da Assunção e, entre os novos cenários, conta-se Barrancos, que, no dia 02 de junho, recebe, na igreja de N. S. da Conceição, o concerto “All’Ongarese: Das estepes húngaras aos salões barrocos”.

Além de Vidigueira, Elvas e Barrancos, o Festival Terras Sem Sombra tem previstos concertos e outras iniciativas, relacionadas com a biodiversidade e com o património, em Ano Europeu do Património Cultural, em Serpa e Odemira, em março, em Mértola e Ferreira do Alentejo, em abril, em Beja, em maio, e em Sines e em Santiago do Cacém, em junho.

A programação da 14.ª edição do Terras Sem Sombra é dirigida artisticamente pelo crítico musical Juan Ángel Vela del Campo, pela quarta vez consecutiva.

Ao concerto em Vila de Frades, sucede-se o de Serpa, no dia 03 de março, com a cantora lírica Cátia Moreso e os cantores magiares Hanga Kacksó e Áron Vára, acompanhados pelo pianista Nuno Vieira de Almeida, e por Béla Szerényi, em sanfona, flauta e “tárogató” (instrumento de sopro popular húngaro), e que interpretarão um programa composto pelas canções populares húngaras, harmonizadas por Fernando Lopes-Graça, em estreia absoluta, e canções populares de tradição magiar.

Ainda em março, no dia 17, em Odemira, na igreja da Misericórdia, o Viena Piano Trio apresenta um recital composto por peças de Eurico Carrapatoso, “O Eterno Feminino em Peer Gynt”, de Jenö Hubay, “Scènes de la Csárda, n.º 5”, e, de Fryderyk Chopn, “Trio com Piano, opus 8”.

O concerto em Mértola, no dia 08 de abril, é totalmente preenchido por um programa de compositores húngaros, do século XIX ao atual, alguns contemporâneos como Jaromír Dadák, protagonizado por músicos húngaros.

O outro recital de abril, no dia 28, em Ferreira do Alentejo, intitula-se “Roteiro de Sentimentos: Entre Bach e Bolcom”, protagonizado pela pianista norte-americana Pauline Yang.

Maio abre com um concerto, no dia 05, pelas Vozes Corsas-Barbara Furtuna, “O Canto na Ilha da Liberdade”, na igreja de Santa Maria, em Beja, seguindo-se o concerto em Elvas, pelo trio espanhol Clarines de Batalla, que interpretará peças coligidas em “Flores de Musica” (1706).

Os dois últimos concertos da programação, em junho, são em Barrancos, no dia 16, pelo Ludovice Ensemble, e em Sines, no dia 30, intitulado “Fragmentos Vitais: Kurtág e a sua circunstância”, em que a soprano Andrea Brassós Jörös, além de “Kafka Fragment”, de György Kurtág, interpreta peças de Máté, Bartók, Eötuös, Fakete, e Csemiczky, acompanhada por Máté Soós, no violino, Péter Kiss, no piano, e Péter Szücks, no clarinete.

Em Sines, o pianista Artur Pizarro, vencedor do Prémio Vianna da Motta em 1987, apresentará um programa constituído por obras de Liszt, Schumann e Bach.

A embaixadora da Hungria em Lisboa Klára Breuer disse hoje que a participação do seu país no certame representa um investimento de 20.000 euros. “A Hungria é um país musical”, disse hoje a diplomata, que considerou o Terras sem Sombra “uma excelente oportunidade de dar a conhecer” a música e a cultura húngaras.

Na edição do ano passado, em que foi Espanha o país convidado, a Hungria apresentou em Castro Verde a ópera “O Castelo do Barba Azul”, de Béla Bartók.

Sobre a ligação à Hungria, o diretor geral do festival, José António Falcão, realçou “o passo de gigante” que representa a participação da Academia de Liszt, de Budapeste neste festival, que reputo como uma das mais importantes no mundo.

A entrega do Prémio Internacional Terras Sem Sombra acontece, como tradicionalmente em Sines, em julho.

A programação do festival será apresentada em Budapeste na próxima semana.

Fonte: Lusa

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