FMM: Polónia, Moçambique e Colômbia atuam em Porto Covo

g_cimarronKarolina Cicha & Bart Palyga, (Polónia – Podláquia), Selma Uamusse (Moçambique) e Cimarrón (Colômbia) atuam este domingo, no terceiro dia do Festival Músicas do Mundo, em Porto Covo, Sines.

Depois de dois dias de espetáculos, o festival da world music, prossegue com o concerto de Karolina Cicha (20h00) uma cantautora, multi-instrumentista e atriz natural da Podláquia, região de fronteira no nordeste da Polónia, onde habitam várias etnias e se falam múltiplas línguas.

Através do projeto “Many Languages”, celebra a diversidade da sua terra com canções nas línguas das minorias da região: tártaro, roma, lituano, bielorrusso, ucraniano, russo, yiddish, polaco e até esperanto, língua universal utópica cujo criador, L. L. Zamenhof, nasceu aqui. Acompanha a babel de línguas uma babel de instrumentos e cantos tradicionais com fusões de rock e eletrónica. Bart Palyga, violoncelista, multi-instrumentista e improvisador, é o companheiro de Karolina nesta aventura.

Selma Uamusse (21h30) é uma cantora com uma trajetória entre o jazz, a música espiritual, o gospel e a soul. Nasceu em Maputo, em 1981, mas em 1988 veio viver para Portugal. Canta profissionalmente desde 2000. Integra formações de diversos estilos musicais, do afrobeat aos blues. Criou em nome próprio os projetos Selma Uamusse Nu Jazz Ensemble e Tributo a Nina Simone. Entre Maputo e Lisboa encontra-se a gravar o seu primeiro álbum em nome próprio, juntamente com o produtor, compositor e multi-instrumentista David Neerman. A componente rítmica da música moçambicana é uma das suas referências. No FMM irá estrear em palco o repertório que se encontra a gravar

Cimarrón (23h00) é considerado há mais de 20 anos o melhor grupo de “llanera” colombiana. Mistura ritmos africanos e índios com influências espanholas. Dá a conhecer a música dos guardadores de gado dos Llanos Orientales, região de planícies que cobre parte da Colômbia e da Venezuela, ao longo das margens do rio Orinoco e afluentes. Toca um estilo de dança veloz, o joropo, numa formação de cordas e percussões liderada pelo compositor e harpista Carlos Rojas. Momentos de baile (zapateado) e canto pontuam uma música onde sobressai o dinamismo do jogo instrumental. O seu disco “Sí Soy Llanera”, editado pelo instituto Smithsonian, foi nomeado para um Grammy.