Fotografia em Fuga apresenta 7 filmes no CAS

O programa de cinema ‘Fotografia em Fuga’ apresenta 7 filmes que exploram o cruzamento entre a fotografia e o cinema. Com filmes de Thom Andersen, Susana de Sousa Dias e André Príncipe, e sessões seguidas de debate com a presença dos autores portugueses. O ciclo foi programado por Nuno Lisboa.

Decorre no Centro de Artes de Sines e tem entrada gratuita.

Programa:

Sexta-feira | 26 de janeiro | 21h30
“48” de Susana de Sousa Dias de 2009. 93′
O que pode uma fotografia de um rosto revelar sobre um sistema político? O que pode uma imagem tirada há mais de 35 anos dizer sobre a nossa atualidade? Partindo de um núcleo de fotografias de cadastro de prisioneiros políticos da ditadura portuguesa (1926-1974), 48 procura mostrar os mecanismos através dos quais um sistema autoritário se tentou auto-perpetuar.

Sábado | 27 de janeiro | 14h00
“Eadweard Muybridge, Zoopraxographer” de Tom Andersen de 1975. 59′
Uma investigação fascinante sobre o trabalho e a vida do fotógrafo e pioneiro do cinema Eadweard Muybridge. Em cópia digital restaurada, Eadweard Muybridge, Zoopraxographer apresenta uma visão biográfica do emigrante inglês, discute as suas primeiras experiências com fotografia estereoscópica e inclui a animação de sequências fotográficas dos seus históricos estudos sobre o movimento. Assistido pelo cineasta Morgan Fisher, Thom Andersen re-fotografou e animou mais de 3000 imagens sequenciais de Muybridge, dando-lhes uma nova vida enquanto analisa o seu valor estético e o seu impacto na ciência e na criação do cinema.

“Traces of a Diary” de André Príncipe e Marco Martins de 2010. 74′
Traces of a Diary é uma espécie de diário de viagem. Através de uma série de encontros com alguns dos mais significativos fotógrafos japoneses, os realizadores refletem sobre o ato de fazer imagens, contar histórias, e o processo diarístico. Ao filmarem com duas câmaras 16mm de corda, as Krasnogork3, Marco Martins e André Príncipe valorizam a cruzado espontâneo e do contingente, acima do tratamento estudado. Ao mesmo tempo diário e reflexão sobre o género diarístico, Traces of a Diary é uma visão pessoal sobre alguns dos mais importantes fotógrafos atuais e a cidade que eles fotografam.           Seguido de apresentação por André Príncipe.

18h00
“Natureza Morta” de Susana de Sousa Dias de 2005. 72′
Dentro de uma imagem esconde-se sempre outra imagem. Utilizando apenas materiais de arquivo e sem recorrer a palavras, Natureza Morta redescobre e penetra na opacidade das imagens captadas durante os 48 anos da ditadura portuguesa (atualidades, reportagens de guerra, documentários de propaganda, fotografias de prisioneiros políticos, mas também rushes nunca utilizados nas montagens finais), permitindo a sua reabertura a diferentes leituras.                                                                                       Seguido de debate com Susana de Sousa Dias e Nuno Lisboa

Domingo | 28 de janeiro | 14h00
“Reconversão” de Thom Andersen de 2012. 70′
Reconversão retrata 17 io crítico. Tecnicamente, Reconversão combina a crueza do proto-cinema com o hiper-realismo do cinema digital, remetendo-nos de novo aos ideais de Dziga Vertov. Filmar um ou dois frames por segundo e animar as imagens à maneira de Muybridge produz uma resolução mais elevada, embora não necessariamente um melhor sentido da realidade, ressaltando os movimentos da água e da vegetação que geralmente passam despercebidos. Thom Andersen mostra-nos a originalidade da arquitetura de Souto Moura: a incorporação da passagem do tempo e a relação dos edifícios com a história social e política, numa continuidade que integra as ruínas e a natureza.

“Campo de Flamingos sem Flamingos” de André Príncipe de 2013. 92′
Os cinco elementos japoneses são, por ordem de importância – Terra, Água, Fogo, Vento e Vazio. Pessoas e animais estão lado a lado num jogo muito antigo. Há o dia e a noite. Tudo existe simultaneamente. Uma viagem pelas fronteiras portuguesas, o filme de André Príncipe resulta de uma viagem de caravana à volta dos recortes fronteiriços do país, com uma intenção ou desejo não de “mapear o território, mas de estar no campo e seguir um percurso”. Essa viagem deu também origem a “O Perfume do Boi”, um livro de fotografias publicado em 2012 pela editora fundada por André Príncipe, a Pierre von Kleist.

A produção pertence à Associação HÉLICE – Fotógrafos que usam a Fotografia, com o apoio Direção-Geral das Artes / República Portuguesa, Centro Cultural Emmerico Nunes e Câmara Municipal de Sines.

Fonte: CMS

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