Grupo de artistas abre “Ateneu do Catorze” em São Luís no concelho de Odemira

Um grupo de artistas instalou-se num edifício desabitado em São Luís, no concelho de Odemira (Beja), convertendo as instalações, que antes albergaram uma loja, um armazém e uma casa de família, em ateliês de trabalho.

O novo espaço cultural e artístico da aldeia de São Luís, intitulado “Ateneu do Catorze”, é partilhado por cinco artistas que ali desenvolvem atividades criativas em diferentes áreas e que pretendem também promover iniciativas culturais, abrindo o espaço à comunidade.

“Achámos que este espaço era uma boa forma para trabalhar, de porta fechada, durante o dia e a maior parte do ano, e de organizar pontualmente eventos abertos ao público”, explicou hoje à agência Lusa Ana Baleia, designer de moda e figurinista e uma das fundadoras do “Ateneu do Catorze”.

O edifício particular, desabitado há vários anos, data “do fim dos anos 50 ou início dos anos 60” do século XX, segundo contou a artista, explicando que a propriedade pertence à família de António Matos Guerreiro, que era comerciante e conhecido na zona como o “Catorze”, o que levou à seleção do nome para o espaço, agora dedicado às artes.

“Era uma figura carismática, as pessoas falam muito dele e nós quisemos manter essa homenagem”, destacou Ana Baleia, que, com o seu ateliê criativo e de costura, ocupa agora a antiga loja.

O armazém do antigo espaço comercial passou a albergar o Teatro Só, de Sérgio Fernandes, uma antiga cozinha exterior foi convertida em ateliê para a escultora Maya Fernandes Kempe, um escritório foi ocupado pelo designer gráfico João Veiga e outra sala pela ilustradora Sara Serrão.

Além dos artistas “residentes”, parte do edifício, que em tempos foi também a casa da família do “Catorze”, deverá receber no futuro “residências artísticas”.

Embora este seja um espaço de trabalho para artistas, a intenção é abri-lo à comunidade em eventos esporádicos, como é o caso da primeira iniciativa cultural promovida no “Ateneu do Catorze”, no próximo sábado, a partir das 14:00, que conta com exposições, concertos, performances e instalações artísticas, teatro de rua e oficinas artísticas.

O espetáculo de rua “Sómente”, do Teatro Só, performances e instalações artísticas de Beatriz Cantinho, João Veiga, Eileen Norell Ryan e Alan Tod, um laboratório de improvisação livre com o músico Nuno Torres e um ateliê de barro para crianças com Maya Fernandes Kempe são algumas das iniciativas programadas para sábado, “Dia Catorze” de abril.

Simultaneamente vão estar expostas obras de 14 autores de diversas áreas artísticas, da fotografia à ilustração, pintura ou escultura, com peças de Ana Baleia, André Carvalho, Andreia Tocha, Brigitte Oleiro, Colectivo Francês, Crystal Kershaw, Dominik Jasinski, Maya Fernandes Kempe, Philippe Peseux, Sara Serrão, Sílvia Moreira, Storytailors, Teresa Cortez e Tiago Jesus.

A iniciativa conta ainda com espetáculos musicais com Adriano de Almeida, às 18:00, Associação Jazz e Não só, às 20:00, Rui Vinagre ‘À Capela’, às 21:00, Nuno Torres, às 22:00, e Pedro e Diana, às 23:00.

O acesso a todo o evento é gratuito, exceto a participação no laboratório de improvisação livre com Nuno Torres, que requer inscrição prévia, no valor de cinco euros.

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