ICNF vai avançar com limpeza da ribeira de Brescos – autarca

O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) vai avançar com a limpeza da ribeira de Brescos, em Vila Nova de Santo André, para evitar que as chuvas intensas provoquem o aumento do caudal submergindo a estrada municipal 1085 e deixando os moradores do monte da Cerradinha isolados.

No último inverno, a situação aconteceu por diversas vezes e para evitar que o cenário se repita a Câmara de Santiago do Cacém, o ICNF, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Junta de Freguesia de Santo André, estiveram reunidos para avançar com uma intervenção que evite a obstrução da linha de água.

Em declarações à Miróbriga, o vereador Albano Pereira adiantou que, “após uma caracterização da vegetação ao longo das margens”, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas está em condições de avançar com “a desmatação da linha de água”.

“Foi feito um acordo de forma a que pudesse ser desobstruída aquela linha de água respeitando e mantendo árvores ao longo das margens, que são necessárias para conter o arrastamento das terras e, este ano, a APA concordou com a  caracterização das árvores a manter e com a operação de desmatação da linha de água”, adiantou.

De acordo com o autarca, o processo envolve o “destroçamento das canas e das silvas ao longo da linha de água”, numa extensão de cerca de 1 quilómetro, para facilitar o escoamento da água.

“O ICNF assumiu a tentativa de fazer um destroçamento mais a jusante da ponte de Brescos do que a montante, de forma a que fosse mais fácil o escoamento da água”, acrescentou.

Caso a desmatação da linha de água, a cargo do ICNF, não seja suficiente, Albano Pereira adiantou que a autarquia vai assumir o desassoreamento do leito da ribeira.

“Após o destroçamento dos matos existentes vai ser feita uma avaliação de modo a que, se for necessário, fazer algum desassoreamento do leito da ribeira será feito pelo município de Santiago do Cacém”, garantiu o autarca.

O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas vai entregar a operação de limpeza “a uma empresa externa” estando previsto arranque nas próximas semanas.

No último inverno, a EM1085 esteve cortada em três ocasiões e obrigou à mobilização dos meios da Proteção-Civil Municipal e da Guarda Nacional Republicana.

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