INE: Portugueses com menos alimentos disponíveis

alimentosO Instituto Nacional de Estatística conclui que entre 2008 e 2012 os portugueses tiveram menos alimentos disponíveis.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) atribui a quebra de disponibilidade de carne para venda aos aumentos dos custos de produção.

Em declarações à Renascença, o presidente do conselho consultivo para a pecuária da CAP, José Oliveira, lembra que nos últimos anos o preço da alimentação do gado levou a que muitos produtores desistissem do negócio.

Este dirigente da CAP comenta assim os números revelados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a Balança Alimentar Portuguesa que concluí que há menos carne e peixe à venda nas prateleiras dos supermercados.

De acordo com os dados do INE, referente aos anos de 2008 e 2012, “as quantidades totais de carne disponíveis para consumo reduziram a uma taxa média anual de 1,8%”. Entre 2009 e 2012, “esta tendência acentuou-se, em média, 2,7% ao ano”, lê-se no documento.

Os portugueses tinham disponíveis menos 5,9 quilos de carne por habitante nestes quatro anos, indica o estudo. As que mais contribuíram para esta evolução negativa foram as carnes de bovino e de suíno. A carne de bovino atinge mesmo, em 2012, os valores mais baixos da última década.