Lisboa: 500 pessoas esperadas na manifestação contra prospeção petrolífera (c/áudio)

Pelo menos 500 pessoas são esperadas na manifestação convocada para esta tarde junto ao Parlamento, em Lisboa, contra um furo de prospeção petrolífera em Aljezur.

O protesto convocado pela associação “Algarve Surf And Marine Activities” (ASMAA) está marcado para as 13h00 para coincidir com a audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas dos subscritores de uma petição contra o furo do consórcio ENI/GALP na bacia do Alentejo.

A manifestação vai juntar autarcas, instituições locais e algumas organizações não-governamentais.

O presidente da Câmara de Odemira espera que a justiça trave a perfuração no Sudoeste.

O protesto vai dar voz às populações do Algarve e do Alentejo, assim como do Parque Natural da Costa Vicentina, que se opõem às intenções do consórcio ENI/GALP de avançar para a prospeção de um furo petrolífero na Bacia do Alentejo, ao largo de Aljezur.

A organização quer ainda, com o protesto, alertar a sociedade civil para as “irregularidades” no licenciamento do projeto e criticar o “desprezo” do Governo pelos 42.000 contributos contra o furo recebidos na consulta pública, como referiu Joana Fernandes, do movimento ALA – Alentejo Litoral pelo Ambiente, que também participação na manifestação.

O presidente executivo da Galp Energia afirmou terça-feira que a perfuração marítima ao largo da costa alentejana pode acontecer ainda este ano.

De acordo com Carlos Gomes da Silva, o poço exploratório de petróleo na costa alentejana, a cerca de 80 quilómetros de Sines, terá que avançar entre Abril e Maio, época em que as condições do mar o permitem.

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