Litoral Alentejano: Plano de Mobilidade aponta para investimento superior a 500 milhões de euros

A CIMAL – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral apresentou ontem um Plano de Mobilidade para a sub-região, desenvolvido para o horizonte de 2025 e que inventaria necessidades de investimento de mais de 500 milhões de euros.

O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Alentejo Litoral, que se baseia num diagnóstico sistemático, que entre outros instrumentos recorreu a inquéritos à população, veio dar consequência a uma prioridade que os Presidentes de Câmara da sub-região definiram para este mandato.

“A organização da rede de serviços públicos, quer na Saúde, na Justiça, na Educação, bem como o próprio contexto da vida pessoal e profissional das pessoas, vêm fazendo aumentar as necessidades de mobilidade das populações”, sublinha o Presidente da CIMAL.

“Precisávamos de conhecer o assunto em profundidade, com dados concretos, reais, que nos permitam formular propostas que respondam às necessidades das pessoas, sejam elas da responsabilidade dos Municípios ou do Estado», explica Vítor Proença.

O Plano de Mobilidade visou, assim, avaliar as necessidades de mobilidade das populações, a oferta de transportes e o modelo existente.

Por outro lado, o Plano de Mobilidade do Alentejo Litoral visou, também, uma análise sistemática das infraestruturas existentes e das necessidades de investimento na sua melhoria ou criação de novas, bem como ao nível das prioridades de natureza concelhia e urbana, nomeadamente tendo em vista a redução da utilização de transporte individual e promoção de uma mobilidade mais sustentável.

“Foi também com base num dos documentos do estudo que os Municípios negociaram com o Portugal 2020 a contratualização de fundos comunitários para os Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano. No curto e médio prazo estão priorizados investimentos nos cinco Municípios que totalizam cerca de 22 milhões de euros na área da mobilidade e uma parte muito substancial destes têm já financiamento comunitário assegurado”, acrescenta Vítor Proença.

Contudo, o que o Plano demonstra é que uma fatia muito significativa do investimento é da responsabilidade da Administração Central.

“Cerca de 91% do investimento total previsto no plano respeita à rede rodoviária estruturante e à ferrovia, responsabilidade das Infraestruturas de Portugal”, acrescenta o presidente da Câmara de Alcácer do Sal.

Na esfera das competências dos Municípios “encontram-se cerca de 9% das intenções de investimento, prevendo-se que 4% desse investimento, sobretudo em mobilidade urbana, rede pedonal, ciclável e modos suaves de mobilidade, se realize até 2020», conclui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *