Novas obras vão reforçar fornecimento público de água no Alentejo

A empresa do Alqueva e o Grupo Águas de Portugal (AdP) vão avançar com obras para reforçar o fornecimento de água para consumo humano, agrícola e industrial no Alentejo, devido à seca, foi hoje anunciado.

Para a realização das várias intervenções, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) e empresas do Grupo AdP com operação no Alentejo vão assinar no sábado acordos de cooperação técnica e operacional.

Segundo informações adiantadas hoje à agência Lusa pelo grupo AdP e pela EDIA, os acordos visam “aumentar a fiabilidade e a resiliência” de sistemas de abastecimento e “reforçar” o fornecimento de água para consumo humano, agrícola e industrial no Alentejo para dar “resposta aos efeitos decorrentes das alterações climáticas”, nomeadamente da seca.

Os acordos representam um “reforço da colaboração” entre a EDIA e o Grupo AdP para projetos como criação de novas ligações e reforço de ligações existentes entre condutas do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva (EFMA) e sistemas de abastecimento geridos pelas três empresas do grupo AdP, nomeadamente albufeiras e estações de tratamento de água (ETA).

De acordo com o grupo AdP, os acordos preveem também a realização de estudos relativos a outras infraestruturas de abastecimento de água para “responder a situações de contingência em cenários mais exigentes de escassez hídrica na região do Alentejo”.

Entre as intervenções previstas, constam a criação de ligações diretas entre condutas adutoras do EFMA e três ETA do Grupo AdP, nomeadamente a de Monte Novo (Évora), gerida pela empresa Águas do Vale do Tejo (AdVT), e as do Roxo (Aljustrel) e do Monte da Rocha (Ourique), geridas pela empresa Águas Públicas do Alentejo (AgdA).

O reforço da ligação entre o EFMA e a ETA da Vigia (Redondo), gerida pela AgdA, é outra das intervenções previstas.

As ligações diretas “constituem uma importante alternativa à captação de água, essencial para garantir o acesso a água de qualidade e em quantidade, em especial em períodos de menor volume nas albufeiras e deterioração associada, e para aumentar a resiliência e otimizar os sistemas de abastecimento de água para consumo humano”, frisa o Grupo AdP.

Para a EDIA, as ligações inserem-se no âmbito da expansão do EFMA prevista no Programa Nacional de Regadios, “otimizando as infraestruturas de transporte de água afetas ao projeto Alqueva e cumprindo a sua principal vocação: a garantia de água para abastecimento público”.

‘Levar água do Alqueva a Sines’

Outra das intervenções é o projeto “Levar água do Alqueva a Sines” para reforçar o fornecimento à Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), através da ligação à albufeira de Morgavel, a origem de água para abastecer o complexo industrial, e melhorar a disponibilidade de água para usos agrícolas, através da ligação à albufeira de Fonte de Serne.

A concretização do projeto “Levar água do Alqueva a Sines” será objeto de um memorando de entendimento entre a EDIA e a empresa Águas de Santo André, que também pertence ao Grupo AdP e é responsável pelo abastecimento de água, tratamento dos efluentes e recolha de resíduos sólidos das indústrias da ZILS.

Segundo o grupo AdP, a operacionalização das intervenções será progressiva, prevendo-se que a ligação direta entre o EFMA e a ETA do Monte Novo esteja operacional no início do período de estiagem de 2019.

A ligação direta à ETA do Roxo e o projeto “Levar água do Alqueva a Sines” deverão estar operacionais no início do verão de 2020, o reforço da ligação à ETA da Vigia no início do verão de 2021 e a ligação à ETA do Monte da Rocha em 2022.

A cerimónia de assinatura dos acordos entre a EDIA e as empresas do Grupo AdP vai decorrer no sábado, a partir das 10:00, na Estação Elevatória do Estácio, perto de Beja, e será presidida pelos ministros do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e da Agricultura, Luís Capoulas Santos.

A sessão vai decorrer junto à empreitada a cargo da AgdA para construção da ETA da Magra, a nova ETA de Beja, a qual terá como origem de água a albufeira da Magra, que faz parte do projeto Alqueva.

Desta forma, Beja terá mais uma origem de água para abastecimento público, a albufeira da Magra, além da atual, a albufeira do Roxo.

Fonte: Lusa

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