Operação ‘Queimada Segura’ alerta proprietários de Sines e Santiago do Cacém para uso correto do fogo (c/áudio)

O Destacamento de Santiago do Cacém da Guarda Nacional Republicana deu hoje início às ações de sensibilização sobre o uso correto e legal do fogo, na queima de sobrantes e realização de fogueiras.

A operação ‘Queimada Segura’ arrancou com uma ação demonstrativa na zona do Encalho, junto à escola Poeta Al Berto, no concelho de Sines, e contou com a presença de elementos da GNR de Santiago do Cacém, responsáveis da Proteção-Civil de Sines e de Santiago do Cacém, Câmara Municipal de Sines, Bombeiros Voluntários de Sines e Sepna.

De acordo com o tenente Helder Ferreira, estas ações que vão decorrer até 31 de maio servem para “alertar a população para os riscos de queimadas e o uso do fogo”.

As ações vão estar distribuídas pelos concelhos de Sines e de Santiago do Cacém, ao longo do mês de maio, no seguimento das operações ‘Floresta Protegida’ e ‘Floresta Segura’ e irão decorrer junto da população mais idosa e vulnerável, residente no meio rural. Serão feitas em articulação com as autarquias e seus gabinetes técnico-florestais, envolvendo os vigilantes da natureza e equipas de sapadores florestais.

O responsável pela proteção-civil de Sines, Eduardo Pires, realça a importância deste tipo de operações para “a sensibilização dos proprietários de terrenos” e lamenta que às portas de mais uma época critica de incêndios o Estado não seja o primeiro a dar o exemplo no que respeita à limpeza dos terrenos.

Por seu lado, o vereador da Câmara de Sines, José Manuel Arsénio, adianta que as matas do concelho de Sines estão limpas.

Segundo a GNR, a “realização de queimadas é permitida fora do período crítico, e desde que o índice de risco temporal de incêndio seja inferior ao nível elevado”.

Para uma queimada é “obrigatório o licenciamento na respetiva câmara municipal ou pela junta de freguesia, se a esta for concedida delegação de competências”.

Esta deve ser feita “na presença de um técnico credenciado em fogo controlado ou, na sua ausência, de equipa de bombeiros ou de equipa de sapadores florestais”.

No que diz respeito às queimas, a GNR explica que são “permitidas em todos os espaços rurais, fora do período crítico e desde que não se verifiquem os índices de risco temporal de incêndio de níveis muito elevado e máximo”.

Ouvir aqui:

Declarações do Tenente Helder Ferreira, do destacamento de Santiago do Cacém da GNR 

Declarações de Eduardo Pires, da Proteção Civil Municipal de Sines

Declarações de José Manuel Arsénio, vereador da CM de Sines

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