Petrogal: Trabalhadores de Sines e Lisboa rejeitam Acordo de Empresa

galp_energiaOs trabalhadores da Petrogal em Lisboa e Sines rejeitaram hoje, em plenário, as propostas da administração para a revisão do Acordo de Empresa (AE), por considerarem um “ataque aos direitos e às condições de trabalho”, segundo o coordenador da Fiequimetal.

Em declarações à Lusa, Armando Farias, coordenador da federação intersindical Fiequimetal (CGTP), disse que, “quer em Sines, quer em Lisboa, os trabalhadores recusaram a proposta, que implica a retirada de direitos”.

Na quarta-feira, será a vez dos trabalhadores da refinaria do Porto se manifestarem sobre as propostas apresentadas pela administração da Petrogal, do grupo Galp Energia.

Armando Farias apontou o congelamento dos salários, a introdução do banco de horas e a possibilidade de a empresa poder alterar unilateralmente as condições do regime de saúde dos trabalhadores como exemplos do ataque aos direitos e condições de vida e de trabalho de todos os trabalhadores da Petrogal.

“Os trabalhadores não vão desistir de lutar pela manutenção do atual acordo”, declarou.

A próxima reunião da segunda fase do processo negocial entre a administração e os representantes dos trabalhadores está marcada para o dia 30 de maio.

O novo AE foi assinado na semana passada por várias estruturas sindicais – FETESE, SITESE, SINCES, SETACOOP, SINDEL, SOEMMM, SENSIQ, COFESINT, SINDEQ, SITEMAQ, FE, SNEET, SEMM, SERS, SINERGIA e SPEUE -, na sua maioria afetas à UGT.

Segundo fonte da empresa, o documento vai ser enviado ao Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social para publicação no Boletim do Trabalho e Emprego, e entrará em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da sua publicação.

O acordo em vigor caduca no final de 2015.