Polícias querem enviar mensagem clara ao Governo na manifestação

20137101927_policia475x356Porta-voz da comissão coordenadora dos sindicatos e associação das forças e serviços de segurança foi o convidado do “Em Nome da Lei” deste sábado, onde a manifestação de Março foi tema em debate.Os sindicatos e associações das forças de segurança dizem que nada mudou, desde o protesto que, em Novembro, acabou com a invasão das escadarias do Parlamento. Nem o Governo deu sinais de compreender as razões dos polícias nem os polícias perderam a vontade de se manifestar. O programa “Em Nome da Lei” deste sábado convidou Paulo Rodrigues, porta-voz da comissão que junta estruturas de seis forças de segurança. Diz que a manifestação marcada para 6 de Março faz todo o sentido, “porque o sentimento é o mesmo” de Novembro. “Esta manifestação é o segundo passo da primeira manifestação, que pelos vistos o Governo mais uma vez desvalorizou”, sustenta.
Paulo Rodrigues garante ainda que as forças de segurança querem “entrar neste protesto com razão e sair dele com razão”, pelo que garante que tudo vai ser feito para que não haja problemas. Mas o objectivo é ter “o maior número de pessoas na manifestação”, de modo a enviar uma mensagem clara ao Governo.
O representante da comissão coordenadora dos sindicatos e associação das forças e serviços de segurança garante ainda que os cortes salariais estão a provocar muitas dificuldades aos efectivos de todas as forças de segurança e que, no caso concreto da PSP, isso até se sente mais nas patentes mais altas. o painel de comentadores residentes do programa, o advogado Luís Fábrica sublinha que é necessário manter o bom senso, mas condena os cortes que estão a ser feitos na área da segurança, considerando ainda que é preciso respeitar as instituições. Já o juiz Eurico Reis defende que a invasão das escadarias do Parlamento na última manifestação de polícias foi excessiva, embora ache que as pessoas estão a ser postas entre a espada e a parede.