Provedor da Misericórdia faz balanço positivo do programa CLDS Viver + Sines

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Sines afirmou esta semana que o trabalho desenvolvido através do programa do Contrato Local de Desenvolvimento Social há cerca de um ano já superou as expetativas dos responsáveis.

Luís Venturinha, falava na sessão de abertura do seminário sobre boas práticas em projetos de intervenção social, organizado pelo grupo do ‘CLDS Viver + Sines’ que juntou, na passada quarta-feira, no Centro de Artes de Sines, técnicos e especialistas para partilhar boas práticas, constrangimentos e nas formas possíveis de os ultrapassar.

“Na génese do CLDS está uma parceria forte entre a Misericórdia de Sines, enquanto entidade coordenadora, mais o Sines em Rede e a Espiga e outras entidades executoras, que sem o seu contributo era difícil chegar a uma assistência tão abrangente e isso, além de enriquecedor, faz com que nós tenhamos atingido os objetivos propostos e até a superá-los”, realçou.

Para o responsável, estes projetos comunitários permitem abrir a Misericórdia ao exterior e levar mais perto da comunidade o apoio que necessita.

“Foi uma parte muito importante na vida Misericórdia porque vivia numa espécie de condomínio e este tipo de atividades permitiu expandir para fora e um conjunto de parcerias com entidades e associações e andar no terreno e conhecer a população mais de perto, com as suas dificuldades e tentar dar o apoio essencial”, acrescentou o provedor.

A terceira geração do ‘CLDS Viver + Sines’ nasceu em 2016 e visa apoiar a inclusão sócio-profissional dos cidadãos residentes em Sines no combate à pobreza e à exclusão social. Tratou-se de um projeto pioneiro em Sines que atua em três eixos: Emprego, formação e qualificação; Intervenção familiar e parental e Capacitação das comunidades e instituições.

De acordo com a coordenadora, Patrícia Chu, a mais valia deste programa é “a sua abrangência” uma vez que “intervém junto de desempregados, jovens à procura do primeiro emprego, beneficiários do RSI, famílias, crianças, jovens, técnicos, dirigentes de instituições, ou seja temos uma abrangência muito vasta quanto à nossa aplicabilidade no terreno”.

A experiência de quase dois anos de trabalho foi, segundo a responsável,muito desafiante tendo em conta alguns constrangimentos iniciais. “O projeto tem sido muito desafiante apesar dos constrangimentos no início que já ultrapassamos”. “Tivemos de construir tudo de raiz, porque foi o primeiro no concelho de Sines, necessitou de muito esforço e dedicação por parte dos técnicos mas atualmente já temos parcerias coesas com bons resultados e já ultrapassamos alguns dos objetivos propostos mas o que mais nos glorifica é ver a mudança na população e na comunidade”, acrescentou.

O seminário contou, entre outros com as intervenções da diretora do Sines Tecnopolo, Mónica Brito e das coordenadoras, Raquel Hilário, do CLDS Localidades, de Santiago do Cacém, Isabel Migas, do CLDS Terra Gente, de Moura e Susana Santos, do CLDS do Barreiro.

Durante a tarde realizou-se o workhsop “Dinâmicas para grupos – proposta experiencial de intervenção para técnicos”.

 

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