PS e PSD/CDS-PP votam contra Orçamento da Câmara para 2018

A Câmara de Santiago do Cacém aprovou ontem o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2018 com os votos contra dos dois vereadores do PS e do vereador da coligação PSD/CDS-PP.

Para os vereadores do Partido Socialista as Grandes Opções do Plano não contemplam as obras consideradas essenciais. O vereador Óscar Ramos, diz que falta visão à maioria comunista e lamenta que as propostas apresentadas pelo PS não tenham sido aceites e dá o exemplo da da circular a Santiago do Cacém e do cemitério da cidade.

Houve a consulta aos partidos da oposição, fizemos algumas propostas que não foram atendidas e algumas delas iriam enriquecer mas a maioria assim não o entendeu apesar das nossas propostas serem estruturantes e ambiciosas para o futuro como a circular e o cemitério que são indispensáveis porque se houver um acidente grave não temos onde enterrar os nossos mortos”, criticou.

Dentro de Santiago do Cacém há casas sem águas residuais e isto não é aceitável que numa terra como esta não se olhe para estas pequenas coisas”, acrescentou o vereador socialista.

Já o vereador da coligação PSD/CDS-PP, Luís Santos diz que se trata de um orçamento de continuidade e defende um orçamento com medidas mais ambiciosas.

Defendemos medidas que permitam potenciar todas as características do concelho que entendemos que não estão devidamente potenciadas e que permita maior crescimento económico, maior capacidade de fixação de população e principalmente de jovens e de aproveitar a nossa localização geográfica e capaz de competir a nível global e principalmente com os municípios vizinhos”, sublinhou.

O vereador entende que é urgente investir na vertente económica “com a captação de investimento e de postos de trabalho e essa é a base para permitir um crescimento social maior porque um concelho que consiga gerar maior riqueza vai distribuir maior riqueza e socialmente ser um concelho mais próximo de quem tem mais dificuldades”, concluiu.

Em resposta, o presidente da Câmara de Santiago do Cacém refuta as criticas de “falta de visão”.

A construção da circular não é da responsabilidade da Câmara mas sim do Estado e o vereador do PS defende que a câmara não devia investir naquilo que é a sua responsabilidade. Quanto à falta de competitividade, lembro que o município foi o concelho que mais diminuiu a taxa de desemprego (…) somos dos poucos municípios com seis parques empresariais que permite fixação de empresas não apenas na sede como nas zonas do interior e em termos turísticos temos investido bastante”, afirmou.

O Orçamento e as Grandes Opções do Plano vão ser discutidas pela Assembleia Municipal de Santiago do Cacém no próximo dia 22 de dezembro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *