Repsol com resultado líquido de 610 milhões de euros

A Repsol obteve um resultado líquido de 610 milhões de euros no primeiro trimestre de 2018, que compara com os 689 milhões de euros alcançados no período homólogo.

Por seu lado, neste período, o resultado líquido ajustado, indicador que mede especificamente a evolução dos negócios da Repsol sem ter em conta o efeito do inventário, alcançou os 616 milhões de euros, face aos 570 milhões obtidos entre janeiro e março de 2017, o que supõe um aumento de 8%.

A empresa apoiou-se na flexibilidade do seu modelo de negócio integrado e nos seus métodos de eficiência e criação de valor implementados para encarar o trimestre com êxito.

Comparativamente com o período homólogo, o primeiro trimestre de 2018 esteve marcado pelos preços do crude mais elevados (Brent +24%), pela redução no preço do gás (Henry Hub -9,4%), pela desvalorização do dólar frente ao euro (-15%) e, em geral, por um contexto internacional menos favorável aos negócios industriais.

O comportamento do negócio de Upstream destacou-se com um resultado de 320 milhões de euros, 43% superior ao obtido entre janeiro e março do ano passado. As medidas adotadas no plano de sinergias e eficiências, os maiores volumes de produção e a subida dos preços de realização do crude e gás, possibilitaram a melhoria do desempenho nesta área.

O resultado de Downstream situou-se nos 425 milhões de euros, num trimestre marcado pelo comportamento positivo das áreas de Marketing, GPL e Trading e Gas & Power. Por outro lado, as áreas de Refinação e Química foram afetadas pelas paragens de manutenção realizadas em três dos complexos industriais da Empresa.

Uma vez finalizado o trimestre, o Conselho de Administração da Repsol aprovou convocar a Assembleia Geral de Acionistas da Empresa, que será realizada no próximo dia 11 de maio. O Conselho acordou propor à Assembleia uma retribuição ao acionista do equivalente a uns 0,50 euros brutos por ação, através do Programa “Repsol Dividendo Flexível” em substituição do dividendo complementar do exercício 2017.

Esta retribuição soma-se ao resultado que a empresa aprovou, como parte do mesmo programa e em substituição do tradicional dividendo de 2017, por um montante equivalente a 0,40 euros brutos por ação, pelo que a retribuição total ao acionista irá aumentar até ao equivalente de 0,90 euros por ação. Para além disso, o Conselho irá propor uma redução do capital social, através da amortização das ações próprias, por um volume equivalente às ações que se emitam em 2018 com motivo dos scripts dividends.

Para além disso, em 22 de fevereiro de 2018, a Repsol chegou a um acordo com Rioja Bidco Shareholdings, S.L.U., uma sociedade controlada por fundos assessorados pela CVC, para a venda da sua participação do 20,072% na Gás Natural, por um valor total de 3.816.314.502 euros, equivalente a um preço de 19 euros por ação.

O benefício líquido ajustado da área de Upstream aumentou 43%, até aos 320 milhões de euros, que comparam com os 224 milhões obtidos no período homólogo.

A gestão da empresa e a implementação do seu programa de eficiência e de sinergias possibilitaram este aumento notável no resultado, para o qual foi chave o aumento da produção e as melhorias dos preços da produção do crude e do gás.

As matérias-primas de referência internacional tiveram um comportamento díspar durante o período. O crude Brent aumentou 24% a sua cotização, comparativamente com o mesmo período de 2017, o que marca uma média de 66,8 dólares por barril. Em contraposição, o gás Henry Hub negociou-se a um preço 9,4% inferior ao do primeiro trimestre do ano de 2017, com uma média de 3 dólares por Mbtu.

A Repsol alcançou uma produção de hidrocarbonetos equivalente a 727 mil barris de petróleo por dia, um valor record desde o ano 2012, que em muito se deve à maior atividade na Líbia, ao arranque de Juniper (Trindade e Tobago), Shaw e Cayley (Reino Unido), Reggane (Argélia) e Kinabalu (Malásia), e ainda à aquisição do campo Visund (Noruega).

Durante o trimestre, a Repsol anunciou a descoberta de hidrocarbonetos na Colômbia, uma iniciativa que faz parte do projeto de desenvolvimento de Akacias, que teve a sua primeira fase aprovada em 2018.

Na Noruega, a empresa assinou em fevereiro um acordo para adquirir 7,7% do campo Visund, situado nas águas do Mar do Norte. Com esta transação, a Repsol aumenta em 50% a sua produção no país até aos 30.000 barris de petróleo por dia.

No mês de março, a empresa adjudicou dois novos projetos exploratórios no México, onde já soma seis licenças desde a liberalização do sector no ano passado. No Brasil, obteve três adjudicações na ronda BR-15.

O negócio de Downstream obteve um benefício líquido ajustado de 425 milhões de euros, face aos 500 milhões registados entre janeiro e março de 2017.

Os negócios industriais, Refinação e Química, viram-se influenciados por um contexto menos favorável e pelas paragens de manutenção nos complexos industriais de Puertollano, Tarragona e Sines (Portugal). Estes trabalhos estão a introduzir melhorias ao nível da inovação, eficiência e produtividade, com as quais a Repsol se irá manter na vanguarda do setor.

O indicador de margem de refinação situou-se nos 6,6 dólares por barril durante o trimestre, por cima dos planos da empresa, que para além disso, aumentou a destilação nas suas instalações pela melhoria da utilização das plantas.

A área de Trading e Gas & Power aumentou os seus resultados com maiores margens, favorecida pelas baixas temperaturas que se registraram durante o mês de janeiro no nordeste dos Estados Unidos. Do mesmo modo, o negócio de GPL melhorou o seu desempenho e incrementou as suas vendas, com melhores margens do gás de botija regulado e não regulado, e beneficiado pelo crescimento da procura derivada da descida das temperaturas.

A área de Marketing aumentou os seus resultados e vendas, ao mesmo tempo que continuou a inovar com o objetivo de criar mais valor para os clientes. Reforçou-se a parceria comercial com o El Corte Inglés, integrando o cartão de compra na aplicação de pagamento nas estações de serviço, Waylet. Com esta novidade, os mais de 600.000 clientes que todos os anos usam o cartão El Corte Inglés na rede de estações da Repsol, irão beneficiar das vantagens da nova aplicação de pagamento.

Além disso, dentro da sua estratégia de crescimento em negócios digitais, a Repsol adquiriu no início do ano, 70% da plataforma digital Klikin, com a que irá evolucionar a sua aplicação Waylet para um meio universal de pagamento através do telemóvel que pode usar-se para além das estações de serviço. Também no mês de janeiro, a Empresa anunciou o lançamento da parceria com a Kia para a criação de um novo serviço de carsharing, denominado Wible, que estará operacional em Madrid na segunda metade do ano.

No mês de março, no âmbito da estratégia de expansão internacional, a Repsol abriu as suas primeiras estações de serviços no México. O objetivo é desenvolver neste mercado um projeto a longo prazo que procura alcançar, nos próximos cinco anos, uma quota de mercado na casa dos 8 a 10%.

Fonte: Repsol

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