Reservatório subterrâneo da Sigás ía ser alvo de “intervenção de manutenção”

O reservatório subterrâneo da empresa Sigás, em Sines, onde ontem ocorreu uma fuga de gás propano, que obrigou à retirada de cerca de 300 pessoas das suas habitações, por precaução, ía ser alvo de uma intervenção de manutenção, adiantou hoje à Miróbriga, José Manuel Arsénio, vereador com o pelouro da proteção civil municipal.

“Estavam a ser preparados equipamentos para uma intervenção de manutenção e aconteceu a fuga que num curto espaço de tempo, que se julga perfeitamente aceitável, foi reparada, certo que causou algum pânico e aflição mas conseguiu-se reparar”, frisou. 

O autarca fez ainda o ponto de situação em relação ao incidente garantindo que apesar da quantidade elevada de gás propano expelido durante a fuga, não houve perigo para a saúde pública.

“Foi tudo controlado em devido tempo e segue agora a vida normal da empresa e da cidade e está resolvido e, apesar de ter expelido muito gás, ficou contido porque facilmente foi combatido e como é gás muito pesado não se dispersa muito e ficou contido na zona da caverna não havendo perigo para a saúde pública”, adiantou o responsável da proteção-civil municipal.

A fuga de gás de um dos reservatórios da empresa, detida pela Galp e Repsol, onde é armazenado algumas toneladas de gás, não causou feridos mas gerou o pânico entre a população quando a proteção- civil, auxiliada pela GNR, aconselhou a evacuação de pessoas nas imediações da Sigás, na zona da costa do norte, em Sines.

“Naturalmente, pânico há sempre, até pela falta de informação e precipitação das pessoas, e uma das coisas que causou um enorme transtorno foi que toda a gente impediu as linhas, tanto do serviço municipal de proteção-civil, como dos bombeiros e os telemóveis, mas o que é certo é que somos um país de burocracia e que toda a gente fala de papéis mas o que é mais importante é haver comunicabilidade entre as entidades, neste caso, empresas, bombeiros, câmara municipal e autoridades”, acrescentou.

Questionado sobre os procedimentos adotados, o autarca reconheceu que as linhas telefónicas ficaram entupidas devido ao pânico da população mas não tem duvidas de que os meios foram mobilizados num curto espaço de tempo

“Num curto espaço de tempo conseguiu-se mobilizar um número muito grande de operacionais para combater a fuga e no auxílio às populações e mais estariam de prevenção para o caso de ser necessário uma intervenção mais musculada”, realçou. 

O alerta para a ocorrência, de acordo com a Proteção Civil, foi dado às 16:20, tendo sido mobilizados para o local bombeiros de várias corporações do distrito de Setúbal, apoiados por dez veículos, entre outros profissionais.

 

 

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