Santiago do Cacém: Bloco de Esquerda critica apoio da Câmara ao Cléricus Cup (c/áudio)

 

A comissão concelhia de Santiago do Cacém do Bloco de Esquerda criticou esta semana o apoio financeiro da Câmara de Santiago do Cacém ao torneio desportivo de futsal que juntou no concelho mais de cem sacerdotes católicos.

Dizem os bloquistas que foram adquiridos “serviços de alojamento em hotéis no valor de quase 10 mil euros” e “um conjunto de apoios indiretos não contabilizados” para a realização da 12ª edição da ‘Clericus Cup’.

Em comunicado, o BE defende um “equilíbrio” e uma “justa proporcionalidade” no apoio às associações locais “sem qualquer caráter de exclusividade”.

Ouvido pela Miróbriga, o dirigente e candidato do Bloco de Esquerda à Câmara de Santiago do Cacém, Bruno Candeias, defende o apoio às atividades culturais e desportivas desde que sejam estabelecidas prioridades.

Bruno Candeias defende um equilíbrio na atribuição dos apoios

 

Bruno Candeias diz que o valor atribuído ao Clericus Cup “é desproporcionado” face a apoios de atividades de associações locais que ficam aquém dos dez mil euros atribuídos a este evento.

O dirigente diz que o orçamento para 2017 evoca 7500 euros para a juventude 

 

Para o Bloco de Esquerda o apoio a este evento “abre o dever de apoiar iniciativas das restantes religiões” e “configura algum esbanjamento” tendo em conta as “dificuldades diárias” das associações e voluntários que trabalham em prol da cultura e do desporto no município.

Em resposta, o presidente da Câmara de Santiago do Cacém lembra que a autarquia sempre apoiou o movimento associativo através de subsídios às atividades e aos eventos para defender “a dimensão nacional” do Clericus Cup que, no seu entender, colocou o município no mapa.

Álvaro Beijinha diz que não se tratou de um evento meramente desportivo

O autarca, que critica “a visão redutora” do Bloco de Esquerda que “anda a reboque das redes sociais”, adianta que a organização da iniciativa custou “mais do dobro do valor atribuído pela Câmara de Santiago do Cacém e que a paróquia contou também “com o apoio de empresas privadas”.

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