Santiago do Cacém: Câmara cede antigos paços do concelho à Fundação Caixa Agrícola da Costa Azul

 

A Câmara de Santiago do Cacém cedeu, esta quinta-feira, o edifício dos antigos paços do concelho à recém-criada Fundação Caixa Agrícola da Costa Azul.

O contrato de comodato foi assinado hoje numa cerimónia que se realizou no edifício da Câmara de Santiago do Cacém e que contou com a presença do presidente Álvaro Beijinha e do presidente do conselho de administração da fundação, Jorge Nunes.

O acordo permite à Fundação da Caixa Agrícola da Costa Azul o “uso e fruição” do imóvel e autoriza a realização de obras que “se revelam imprescindíveis à manutenção” do edifício, situado na zona histórica de Santiago do Cacém.

“É um edifício emblemático que por várias circunstâncias não teve manutenção e atingiu um estado de degradação que importava tomar algumas medidas”, referiu o presidente da CM de Santiago do Cacém.

Na cerimónia, o autarca recordou que, há cerca de um ano, “houve interessados” na compra e que a câmara “admitiu vender” o imóvel. “Isso acabou por não acontecer, permitindo chegar a um acordo com a fundação que quer desenvolver um conjunto de atividades”, reconheceu.

Além da recuperação do edifício, o acordo é visto pelo autarca como “um contributo para dar vida ao centro histórico”.

Para a Fundação da Caixa Agrícola da Costa Azul trata-se de “um passo importante” na recuperação do imóvel, património do município, e na promoção do associativismo, da cultura e da condição humana.

“A caixa agrícola está cada vez mais limitada nos apoios e sofre uma pressão enorme com pedidos que muitas vezes não são bem distribuídos. Por isso, foi decidido criar a fundação e canalizar um montante que permita apoiar as atividades sociais e culturais no âmbito geográfico da caixa da costa azul”, sublinhou Jorge Nunes que já pôs “mãos à obra”.

“Já existia um projeto, na Câmara Municipal de Santiago do Cacém, para aquele edifício e tudo o que fizemos foi implementar o projeto, começando pela cobertura”, explicou o responsável que prevê o arranque da obra em setembro.

“Em menos de dois anos queremos concluir a reabilitação do edifício”, acrescentou sem avançar o montante do investimento.

Até lá, mesmo sem espaço físico, a fundação não vai ficar parada e já começou a trabalhar na criação de duas bolsas de estudo para o ensino superior e na realização de um protocolo com o INEM para uma ação de formação em Suporte Básico de Vida.

“Esperamos chegar aquilo que é mais prioritário”, concluiu.

 

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