Santiago do Cacém: Enfermeiros recebem menos 200 euros que os restantes

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O Hospital do Litoral Alentejano é uma das instituições que “mais mal paga aos enfermeiros” a nível nacional, a denúncia partiu do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) que, esta quarta-feira, prossegue com o segundo dia da Greve Nacional desta vez paralisando os serviços de saúde no Alentejo.

Zoraima Prado, do SEP de Setúbal fala numa redução salarial de cerca de 200 euros para os enfermeiros com contrato individual de trabalho.

Com uma adesão à greve a rondar os 95% no turno da noite e os 90 por cento no turno da manhã, a dirigente sindical adianta que o Hospital do Litoral Alentejano tem uma carência de enfermeiros elevada com “serviços abaixo do limiar da segurança”.

De acordo com o SEP, o número de enfermeiros no HLA é inferior a 160 mas desconhece-se o número de profissionais necessários.

Recorde-se que na Unidade de Cuidados Intensivos existem duas camas que não estão a ser utilizadas por falta de enfermeiros, uma situação que o SEP diz que pode ser contornada com a contratação de mais profissionais.

Apesar da paralisação dos enfermeiros, no Hospital do Litoral Alentejano, os serviços mínimos estão a ser assegurados. Apenas as cirurgias, consultas externas e serviços que não trabalham 24 horas poderão estar encerrados, refere o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Contactado pelos jornalistas, o Conselho de Administração do Hospital do Litoral Alentejano não se quis pronunciar sobre os números da adesão à greve.

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