Santiaguense Pedro Velosa participa no Dakar 2018 que arranca este sábado

Uma ‘delegação’ composta por 10 portugueses, incluindo o Ermidense Pedro Velosa arranca no sábado para nova aventura na principal prova todo-o-terreno do mundo, o Rali Dakar, cuja 40.ª edição vai ligar a capital peruana Lima a Córdoba, na Argentina.

É principalmente na competição de motos que Portugal tem conseguido brilhar, mas esta edição não está a começar da melhor maneira, contando-se já a ausência de Mário Patrão (KTM), que foi operado de urgência a uma apendicite, enquanto Paulo Gonçalves (Honda) mantém-se em dúvida, sendo esperada ainda hoje uma decisão final da equipa Honda.

Enquanto ainda não está confirmada a presença de Gonçalves, o que elevará para 11 a representação lusa, a categoria de motos contará para já com Joaquim Rodrigues (Hero) e Fausto Mota (KTM), ambos com a ambição de chegarem ao final e, se possível, nos primeiros postos.

Nos carros, realce para o experiente Carlos Sousa (Renault), para o ‘estreante’ André Villas-Boas (Toyota), que vai contar com o piloto de motos Rúben Faria como seu navegador, e para Filipe Palmeiro, que será o navegador do chileno Boris Garafulic (Mini).

Pedro Mello Breyner (Yamaha), acompanhado por Pedro Velosa, natural de Ermidas- Sado, no concelho de Santiago do Cacém, estreia a participação lusa nos ‘buggys’, sendo que 13 pilotos vão procurar evidenciar-se na mais recente classificação do Dakar, a classificação SSV.

Além dos que vão competir diretamente, seja como pilotos seja como navegadores, a presença portuguesa far-se-á sentir também com Armando Loureiro, mecânico do francês Michel Boucou (DAF), e com Marco Moreiras, mecânico na equipa do alemão Matthias Behringer (MAN), ambos na categoria de camiões.

A prova arranca no Peru, com cinco dos sete dias nas dunas reservadas para as passagens por Lima, Pisco, San Juan de Marcona e Arequipa, com as dificuldades a começarem logo nos primeiros dias antes da entrada na Bolívia, que antecede as seis tiradas finais em solo argentino.

Na Bolívia, o principal adversário será a altitude, com cinco dias de prova a mais de 3.000 metros acima do nível do mar. A jornada de descanso, em 12 de janeiro, será também em altura, já que a paragem vai ser cumprida em La Paz, a capital mais alta do mundo, com 3.600 metros de altitude.

O percurso foi desenhado para ser “desafiante”, apresentar “condições climatéricas difíceis” e dificuldades acrescidas aos pilotos, segundo explicou o diretor da prova, o francês Etienne Lavigne, que pretende assim comemorar da melhor mo 40.º aniversário da corrida e o 10.º desde a mudança para a América do Sul.

Ao todo, motos e ‘quads’ atravessam um total de 8.276 quilómetros, 4.234 deles cronometrados, com os carros a atravessarem 4.329 de especiais e 8.793 no total, pouco mais que os camiões (8.710).

A 40.ª edição do Rali Dakar em todo-o-terreno arranca no sábado, com partida em Lima, e termina em 20 de janeiro, em Córdoba, na Argentina.

Fonte: Lusa

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