Secretário de Estado do Ambiente diz não ter solução milagrosa para seca severa na Bacia Hidrográfica do Sado

O Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins assumiu ontem não ter respostas imediatas para fazer face às preocupações sobre a situação de seca severa na Bacia Hidrográfica do Sado apresentadas pelo Presidente da Câmara de Alcácer do Sal e pelos produtores de arroz de Alcácer do Sal.

Durante a visita de trabalho às barragens de Pego do Altar e Vale do Gaio, em Alcácer do Sal, o Secretario de Estado admitiu não ter “nenhuma solução milagrosa repentina”, anunciando que o governo vai “avançar com a retirada de sedimentos das barragens que ocupam quase 15 a 20 por cento da sua capacidade natural no início do próximo ano”.

Carlos Martins disse ainda que em 2018 o Governo vai estar em “estreita ligação com os utilizadores e com estudos técnico- científicos que justifiquem do ponto de vista económico a construção de novas barragens”.

Na visita de trabalho os 11 deputados da Assembleia da República que integram a Comissão de Ambiente constataram a situação de seca severa nas barragens e ouviram as preocupações do autarca, agricultores e produtores de arroz.

O alargamento do perímetro do Alqueva também está a ser estudado pela Águas de Portugal e pela EDIA que visa a compatibilidade agrícola com o abastecimento de água.

O Secretário de Estado do Ambiente afirmou ainda que o Governo está a tentar encontrar uma solução para antecipar situações críticas para minorar preocupações dos agricultores.

A deslocação da Comissão de Ambiente e o do Secretário de Estado ao município prolongou-se durante a tarde com uma reunião com várias entidades e representantes das organizações locais ligadas à produção de arroz e ao setor agricola. Na reunião que decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Alcácer do Sal estiveram ainda autarcas, tais como o Presidente da Câmara Municipal de Grândola e vereadores das Câmaras de Sines e Santiago do Cacém.

Os representantes das associações deram conta aos deputados e ao Secretário de Estado do impacto que sentem devido à seca e temem que se nada for feito a região possa ser fortemente penalizada em termos económicos.

Fonte: CMAS

 

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