Setúbal: Teatro Metáforas estreia peça “Terra Fogo. Mar e Céu. E a Vontade dos Homens”

terra fogo mar e ceuO Grupo de Teatro Metáforas estreia a peça “Terra Fogo. Mar e Céu. E a Vontade dos Homens”, dia 8 de Maio, às 21h, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal. No dia 11 de Maio, às 16h, no Cine-Teatro São João, em Palmela, haverá nova oportunidade para ver o espectáculo. Os bilhetes custam 5 euros (3 euros para estudantes e adultos com mais de 65 anos).

Após o sucesso de “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce” e de “Antes de Começar”, produções com lotação esgotada, chega agora a vez de “Terra-Fogo Mar e Céu e a Vontade dos Homens”, uma peça de teatro que retrata as origens da nossa identidade enquanto nação, um testemunho épico feito de tragédias e triunfos, de sacrifícios e coragem, verdade e mito, heróis e gente comum.

Pelas mãos de José Saramago, Luís de Sttau Monteiro, Almeida Garrett, Fernando Pessoa, Luís de Camões, Teixeira de Pascoaes, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner Andresen, Sebastião da Gama, Agostinho da Silva, entre outros, somos confrontados com o conflito dos portugueses com a grandeza adormecida do seu país. No enredo há ciclos de glória e cegueira, democracia e tirania, num convite à reflexão sobre a importância de um Portugal renascido, de uma nação que levanta voo de novo, através do sonho e da vontade.

Integrado nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, a peça tem momentos evocativos da Revolução dos Cravos na companhia da música e poesia de José Afonso e Ary dos Santos. O espectáculo conta com coreografias de Manuel Galrinho e Sofia Rosado e a participação especial dos SemperT’unos. O evento assinala ainda o 90º aniversário do nascimento de Sebastião da Gama e também o 59º aniversário do edifício da escola que tem o nome do poeta.

Durante a tarde do dia 8 haverá uma sessão reservada ao convívio de alunos com o público sénior, um contributo dos Metáforas para o projecto educativo da Escola Secundária Sebastião da Gama. Foi nesta escola que o grupo nasceu, em 1997, pela mão da professora Conceição Crispim. O grupo produz agora peças de forma autónoma e orienta as gerações mais jovens nas lides teatrais.