Sindicato XXI faz queixa à ACT devido à nuvem fumo do incêndio da Recipneu (c/áudio)

O Sindicato XXI apresentou, esta semana, uma queixa à Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT) devido ao incêndio que deflagrou na empresa Recipneu, no passado dia 11 de outubro.

Em causa está a nuvem de fumo negro que se formou na sequência do incêndio, que afetou a laboração no Terminal de Contentores, do porto de Sines. Diz o sindicalista Joaquim Palheiro, que a empresa demorou a tomar a decisão de suspender a laboração e que durante três horas mais de 200 pessoas, entre operadores portuários, administrativos e manutenção, foram afetadas pela nuvem de fumo.

 

De acordo com o sindicato durante o período em que os trabalhadores permaneceram no terminal, surgiram queixas de dores de garganta, olhos avermelhados, dificuldades respiratórias, vómitos e mau estar geral.

Situação que Joaquim Palheiro, diz não ser admissível ainda mais porque a empresa PSA Sines foi alertada pela equipa de segurança do terminal para a falta de condições.

 

Em comunicado, o sindicato XXI diz que as empresas, ao não interromperem as operações, violaram de forma grave os seus deveres para com os trabalhadores, não tendo em conta a proteção e segurança da saúde do trabalhador e não adotaram as medidas necessárias para essa segurança e saúde no trabalho.

Além da queixa à ACT, o sindicato já agendou uma reunião com a PSA Sines para a próxima segunda-feira.

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