Sines dedica três dias às artes de rua onde participam mais de cem artistas (c/áudio)

Teatro, circo, arte urbana, dança, performance, instalação, espaço para crianças e famílias, num total de 29 apresentações, de mais de duas dezenas de projetos artísticos, vão ser recriadas, na 2.ª edição da Mostra de Artes de Rua que arranca hoje em Sines.

Sob direção artística e produção da companhia Teatro do Mar, o festival vai contar com a participação de cem artistas de Portugal, Espanha, Canadá, França, Itália e Argentina que vão invadir a cidade de Sines, até ao próximo sábado, para lançar um novo olhar sobre a cidade, explicou Julieta Aurora Santos, diretora artística do Teatro do Mar.

 

O jardim das descobertas, a alameda da paz, as muralhas do Castelo, as ruas do centro histórico, a ladeira da praia, casas em ruína e a praia Vasco da Gama, são alguns dos ‘palcos de rua’ onde o público poderá assistir aos espetáculos.

O festival vai abordar as “diferentes disciplinas utilizadas nas artes de rua”, como o circo contemporâneo e social, o teatro físico e performances diversas, destacou a programadora.

 

Os italianos ‘eVenti Verticali’, que encerram o evento no sábado, (29), às 23:30, no Largo João de Deus, fazem a sua estreia em Portugal, com o espetáculo ‘WANTED’.

 

De acordo com Julieta Aurora Santos, na M.A.R, participam igualmente grupos e artistas portugueses, com destaque para o ‘clown’, Rui Paixão, que em Sines, apresenta o espetáculo HANNO (29), em conjunto com Rina Marques, no largo 5 de outubro.

Este ‘menino-clown’, de 22 anos, foi selecionado para ser protagonista do ‘Cirque du Soleil’ e dá o seu último espetáculo na M.A.R. , antes de viajar para a China, onde vai estar durante dois anos e meio a trabalhar naquele que é considerado o espetáculo com a mais alta tecnologia do mundo”, realçou.

Na sexta-feira (28), de entre os dez espetáculos previstos, o destaque vai para a performance visual ‘CONSERVA’, da autoria da artista portuguesa Paulina Almeida, que será apresentado ao público, a partir das 23:30, junto às ruínas das antigas salgas romanas da cidade.

 

O festival, que arrancou em 2016, na edição zero, ”muito mais tímido”, cresceu este ano em número de espetáculos, de artistas convidados e de público diverso deixando “a hotelaria da cidade praticamente lotada”, revelou a diretora artística da mostra.

Em exposição permanente, durante os três dias, nas ruas do centro histórico e Jardim das Descobertas, vai decorrer a M.A.R.TE URBANA, com trabalhos de fotografia e ilustração dos sinienses Vítor Seromenho e Marcos Taylor, respetivamente e o mural da autoria de Eduardo Cardoso.

A M.A.R. inaugura esta quinta-feira, às 19:00, no Castelo de Sines, com a instalação multimédia em réplica de uma cabana de cana de São Torpes, criada pelo Museu de Sines, seguindo-se, às 21:30, o espetáculo de dança contemporânea em andas, intitulado ‘MULÏER, da companhia espanhola Maduixa, no Largo da antiga estação de comboios de Sines.

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