Sines: Deputados do PS questionam Ministério do Ambiente sobre ECOSLOPS

Os deputados do PS eleitos pelo circulo de Setúbal, questionaram o Ministério do Ambiente, sobre os efeitos da laboração da empresa ECOSLOPS, em Sines.

A atividade da empresa traduz-se na produção de combustível naval a partir de resíduos petrolíferos dos navios de carga, como crude, refinados entre outros, designados por slops.

Segundo a deputada socialista Eurídice Pereira, da Comissão Parlamentar do Ambiente, as primeiras queixas provocadas por fortes odores a hidrocarbonetos nas proximidades da unidade, nos bairros residenciais junto ao perímetro da unidade fabril, bem como em toda a cidade, começaram a surgir em setembro de 2016, dois meses após o início da atividade.

Os deputados socialistas, que no requerimento enviam uma cronologia das diligências efetuadas pela Câmara de Sines, no sentido de obter esclarecimentos por parte das entidades competentes, não aceitam a falta de respostas por parte da Agência Portuguesa do Ambiente Alentejo e da CCDR aos constantes pedidos por parte da autarquia e, nesse sentido, solicitaram a intervenção do Ministério do Ambiente.

Entre as várias questões dirigidas ao Ministro do Ambiente, os eleitos querem saber se “a licença ambiental emitida pela Agência Portuguesa do Ambiente previu as medidas de  redução e minimização de odores a adotar pela ECOSLOPS e sugeridas pela Câmara Municipal de Sines em sede de consulta pública e se existem  dados de monitorização das fontes de emissões difusas existentes na unidade ECOSLOPS”.

Os deputados querem ainda saber “porque não responde a Agência Portuguesa do Ambiente do Alentejo às questões formuladas pela Câmara Municipal , em 30 de novembro de 2016, aquando da verificação da incomodidade provocada pelos odores provenientes da ECOSLOPS, e a CCDRA quanto aos resultados obtidos pela estação de monotorização da qualidade do ar e qual o trabalho já desenvolvido pelos órgãos com competência para fiscalizar, designadamente a IGAMAOT e a CCDRA face à situação apresentada pela Câmara”.

Constituída em 2009 a empresa de um grupo francês detém o exclusivo da recolha dos óleos residuais do Porto de Sines. A empresa instalou-se em Sines com vista a desenvolver um projeto orçado em 18 milhões e comparticipado em cerca de 55% por fundos comunitários e também pelo Estado Português.

A empresa obteve a licença ambiental em 2014 e iniciou a laboração em Julho de 2016 ao contrário do inicialmente previsto que era em Outubro de 2013.

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