Trabalhadores da refinaria de Sines da Petrogal em greve

A “falta de justiça na distribuição de riqueza” é um dos principais motivos da greve dos trabalhadores da refinaria de Sines da Petrogal que desde ontem estão paralisados, dando continuidade aos protestos realizados no final de dezembro de 2018.

Ouvido esta manhã pela rádio M24, Hélder Guerreiro, da Comissão de Trabalhadores da Refinaria de Sines da Petrogal diz que os trabalhadores “não aceitam a retirada de direitos” e a “diminuição das remunerações”.

“A situação da empresa é boa, todos os anos bate os recordes dos lucros e este ano não será exceção, segundo as previsões e se isto é muito positivo os trabalhadores devem ter melhores condições de trabalho e melhores salários, e não o contrário”, sublinha.

Em causa estão os lucros continuados da empresa, por isso o dirigente sindical diz que a greve na refinaria de Sines ronda os 70 por cento.

“Enquanto a administração não ceder, não perceber isto e até o próprio Governo perceber que não deve continuar a dar guarida às pretensões dos patrões com despachos onde impedem os trabalhadores de pararem as refinarias, os trabalhadores prosseguirão com as possibilidades de lutar”, acrescentou.

A paralisação convocada pelo Sindicato da Industria e Comércio Petrolífero e pela Fiequimetal, vai prolongar-se até 31 de janeiro na refinaria de Sines da Petrogal.

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