Trânsito na EM 548 mantém-se interrompido devido a perigo de derrocada do muro da ala do viaduto do IC33

A empresa Infraestruturas de Portugal (IP) indicou hoje que o viaduto do IC33, em Santiago do Cacém, não representa perigo para a circulação automóvel apesar do muro da ala do viaduto “ameaçar ruir” e aconselha que se mantenha a interrupção da circulação automóvel na Estrada Municipal 548.

“De acordo com uma avaliação da Infraestruturas de Portugal a ala do muro do viaduto ameaça ruir e esse viaduto suporta o IC33 e a estrada municipal 548 por baixo. Com as chuvadas da semana passada e após uma avaliação técnica entendeu-se encerrar a via tendo em conta o risco aparente que mais tarde veio a confirmar-se”, explicou o presidente da Câmara de Santiago do Cacém.

O autarca, que esteve hoje em conversações com o presidente da IP, adiantou que a circulação na EM548 vai “permanecer interrompida” por “precaução” até à resolução do problema da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal.

“A informação que nos foi prestada é que há um risco de derrocada do muro que coloca em perigo a Estrada Municipal mas que não afeta a circulação automóvel no viaduto” do IC33.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira a autarquia adianta que a empresa Infraestruturas de Portugal está a realizar “uma intervenção no sentido de aliviar a pressão no tardoz do muro ala” onde “foi constatada a existência de uma fragilidade na ligação deste com a sapata de fundação”.

Segundo contas da IP, adianta o autarca, a intervenção poderá ter início “dentro de duas a três semanas” e um período de execução de um mês.

“A IP não tem capacidade de atuar por administração direta e terá de recorrer a empreiteiro que obriga, do ponto de vista legal, a uma consulta pública e por isso dentro de duas ou três semanas estarão em obra durante um mês, prevendo-se que a obra esteja totalmente concluída dentro de mês e meio”, acrescentou. 

O troço da EM 548 está encerrado desde a semana passada depois da ala do muro do viaduto do IC33 ter cedido devido às fortes chuvas que se fizeram sentir na altura. Após uma avaliação no local, a Proteção Civil Municipal decidiu encerrar a via à circulação automóvel, situação que vai permanecer até à conclusão da intervenção que estará a cargo da Infraestruturas de Portugal.

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