ULSLA: Profissionais alertam para “rutura iminente” no Hospital do Litoral Alentejano

hlaOs diretores de serviço e enfermeiros chefes do Hospital do litoral alentejano alertaram esta semana para uma situação de rutura iminente naquela instituição. A ULSLA promete colmatar carências “em breve”.

Em causa está “a crescente diminuição de recursos humanos, principalmente nas áreas de enfermagem, assistentes operacionais e técnicos de diagnóstico e terapêutica” agravada pela “crónica carência de médicos”, resultante da não contratação de novos profissionais,  substituição de profissionais em situação de ausência (baixas prolongadas ou licenças de parentalidade), da cessação e rescisão de contratos e das reformas.

Os médicos e enfermeiros, alertam ainda para a “discrepância acentuada entre as dotações de recursos humanos existentes e aquelas que são preconizadas pela Ordem dos Enfermeiros e Ordem dos Médicos, bem como pelo próprio Ministério da Saúde” de modo a garantir as condições de trabalho dentro de um quadro de “segurança e qualidade”; a “redução do número de elementos por turno nas equipas dos vários serviços” que origina “exaustão dos profissionais devido ao excesso de horas extraordinárias, perda de folgas e descansos.

Os profissionais temem que o aumento da população durante o verão possa originar “rutura iminente nas escalas de urgência”, com consequências “de extrema gravidade”.

As preocupações seguiram por carta para a Ordem dos Médicos e Ordem dos Enfermeiros e foi transmitida, no final de junho, ao Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA).

Em resposta, a ULSLA diz aguardar, para breve, “autorização para a contratação de enfermeiros, assistentes operacionais e assistentes técnicos, de forma a colmatar as carências sentidas e evitar quaisquer falhas que possam afetar os serviços e os cidadãos que a eles recorrem”. 

Segundo o Conselho de Administração, contactada a tutela “referiu que o assunto se vai resolver este mês”.