Universidade de Évora recusa “falseamento de análises” a derrame no porto de Sines (c/áudio)

A vice- reitora da Universidade de Évora, rejeitou hoje a existência de “falseamento de análises” à qualidade da água após o derrame de 30 toneladas de fuelóleo no Porto de Sines, ocorrido em outubro de 2016.

Ausenda Cáceres Balbino reagia desta forma à noticia avançada, esta sexta-feira, pelo Jornal de Noticias que dá conta que o Ministério Público está a investigar o Laboratório de Ciências do Mar (CIEMAR) da Universidade de Évora, com sede em Sines, por suspeitas de ter falseado uma análise à qualidade da água.

Segundo o JN as análises efetuadas pelo CIEMAR indicavam que os níveis de poluição estavam dentro da lei mas o Ministério Público pediu um novo estudo ao Instituto Hidrográfico, em fevereiro do ano passado, que chegou à uma conclusão que a água estava contaminada com base em análises feitas ao fueoleo.

Em conferência de imprensa, a dirigente da Universidade de Évora refuta as acusações e esclarece que a metodologia habitual da universidade cumpriu todas as regras.

A diferença nos resultados é explicada, segundo a universidade, pela utilização de diferentes métodos de análise.

No encontro com os jornalistas, a vice-reitora, adiantou que perante os resultados do relatório, o CIEMAR propôs à Administração do Porto de Sines a realização de novas análises para apurar o impacto ambiental do derrame noutros ambientes. A responsável que diz desconhecer os motivos que levaram o Ministério Público a solicitar novas análises ao Instituto Hidrográfico , explicou que a Universidade foi constituída como testemunha no processo.

A responsável diz que há erros de análise ao comparar “coisas que não são comparáveis” e nega que o Ministério Público esteja a investigar o CIEMAR. 

Entretanto, a Administração do Porto de Sines (APS) confirmou que no seguimento do derrame de 20 toneladas de fueoleo do navio MSC Patrícia, em outubro de 2016, solicitou ao Laboratório de Ciências do Mar um estudo sobre o impacto do derrame no meio marinho, mais concretamente na qualidade da água do mar. 

De acordo com a administração portuária, “paralelamente, o Instituto Hidrográfico (IH) procedeu à recolha do produto para determinar se o mesmo correspondia ao transportado nos tanques do navio MSC Patrícia”.

Conclui a APS que o “CIEMAR e o IH efetuaram a recolha de amostras que não poderão ser comparáveis (água e fuelóleo), com objetivos distintos, que inevitavelmente resultariam em valores de referência díspares”.

De acordo com o Jornal de Noticias, os responsáveis do navio MSC Patrícia vão ter de responder por um crime de poluição com perigo comum e falsificação de documentos.

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