Sines: Ministra do Mar quer Porto de Sines a competir com Algeciras e Roterdão

A ministra do Mar quer o Porto de Sines a competir com Algeciras e Roterdão, esperando nos próximos meses o avanço no processo para aumentar a atual capacidade e o lançamento ainda este ano do concurso para o novo terminal.

“Estamos a querer entrar no campeonato de Algeciras [Sul de Espanha], de Roterdão [Holanda]. Deixámos de ter dezenas de TEU (medida-padrão equivalente a contentores com 20 pés), deixámos de ter centenas de milhares, estamos no campo dos milhões de TEU”, afirmou Ana Paula Vitorino, em entrevista à agência Lusa.

Um novo terminal está incluído na “consolidação de estratégia” e de “potenciar alguma concorrência”, justificou a governante, que quer antecipar para este ano, em vez de 2018, o lançamento do concurso público.

“Não é uma corrida, mas é uma batalha que temos de vencer em termos de competitividade e antecipar o crescimento económico do nosso país”, referiu a ministra, revelando esperar “dentro em breve” a documentação solicitada ao concessionário do Porto de Sines no processo de aumento da capacidade do atual terminal XXI.

À entrega da documentação segue-se a definição da capacidade necessária, dos equipamentos a utilizar, “quanto mais cais” é preciso ter e períodos de tempo para os trabalhos. Para o Estado será ainda definida uma contrapartida em termos de número de anos de concessão, que refletirá a capacidade de amortização do novo investimento.

“Esse processo já está iniciado e eu estou convencida de que durante os próximos meses estará concluído para que depois se possa dar origem ao investimento em si e aumentar a capacidade”, afirmou a ministra, que caracterizou como urgente o investimento no porto apelidado de “elefante branco” há 10 anos e que agora é um “sucesso em termos portuários e de logística”.

Ana Paula Vitorino lembrou que em Sines se passou de um movimento de 20 mil TEU em 2005 para mais de 1,5 milhões de TEU em 2016, pelo que, se estes níveis continuarem, “dentro de pouco tempo estará esgotada a capacidade” da infraestrutura.

Fonte:Lusa

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